05
Dez 07

Egipto

A principal igreja egípcia é a ortodoxa (Cóptica), pelo que o Natal é celebrado a 7 e não a 25 de Dezembro. O Natal é festejado durante quatro semanas e para cada uma delas é usual acender-se uma vela.

Durante os 40 dias do Advento os egípcios jejuam, e na ceia de Natal, logo após a missa, não podem faltar o pão, o arroz, o alho e carne cozida. No dia de Natal é comum visitar os vizinhos e os parentes, a quem se oferece Kaik, uma espécie de pãezinhos de Natal muito apreciada

 

França

As celebrações natalícias francesas são menos pagãs do as de outras culturas europeias, pelo que o presépio (Crèche) ainda ocupa um lugar central nos lares franceses.

Os presépios franceses são conhecidos pela quantidade e riqueza das figuras que os compõem. A noite de Natal é conhecida como Réveillon e traduz-se numa ceia depois à Missa da Meia Noite, onde não pode faltar o Tronco de Natal (bolo típico com forma de tronco de árvore).

As crianças recebem as prendas do Pai Natal, que viaja acompanhado de Pre Fouettard, que avalia quem se portou bem durante o ano. Os adultos trocam presentes apenas no Ano Novo.

 

Grécia

A lenda do Pai Natal tem origem em São Nicolau, patrono dos marinheiros. Como tal, para os Gregos - povo intimamente ligado ao mar, o Natal reveste-se de uma importância extrema, sendo apenas superado pela Páscoa, celebração suprema para os Cristãos Ortodoxos. Na véspera de Natal as crianças Gregas percorrem as ruas entoando cânticos - as Kalanda, e como recompensa recebem doces e frutos secos.

Depois de 40 dias de jejum, crianças e adultos regozijam com a matança do porco, com deliciosos pratos acompanhados de Christopsomo (pão de Cristo).

Fundem-se os ritos cristãos e pagãos: não há árvore de Natal, mas em vez disso os gregos usam um recipiente de madeira (cheio de água) suspenso onde é pendurado um raminho de manjericão enrolado à volta de uma cruz de madeira. Todos os dias uma pessoa da família molha a cruz e com ela asperge a casa. Os gregos acreditam que a aspersão os purifica e protege do duende maligno Killantzaroi.

Apenas a 1 de Janeiro tem lugar a troca de prendas no Natal grego, altura em que tem lugar o ritual de renovação das águas e oferendas aos Naiads, espíritos das nascentes e das águas.

 

Holanda

S. Nicolau (o santo que deu origem à lenda do Pai Natal) é conhecido entre os holandeses como Sinterklaas.

Para as crianças holandesas, Sinterklaas parte de Espanha no dia 5 de Dezembro e ruma até suas casas As crianças enchem os sapatos de feno e açúcar para o cavalo de Sinterklaas e dele recebem em troca prendas, doces e frutos secos.

Em certas aldeias holandesas são usados cornos de animais como instrumentos de sopro para afastar os maus espíritos e anunciar a vinda de Cristo.

India

Por altura do Natal os cristãos indianos decoram as mangueiras e as bananeiras e as suas casas com as folhas destas árvores.

Em determinadas localidades são usadas lamparinas de óleo como acessórios decorativos natalícios, colocados nas beiradas dos telhados e as igrejas são decoradas com folhas de plantas tropicais e velas.

É um Natal exótico, mas rigoroso em termos de respeito pelos rituais sagrados, pelo que tem lugar um extenso jejum.

As maçãs em caramelo são uma sobremesa tipicamente natalícia.

 

Irão

É no Irão, antiga Pérsia, que se crê terem vivido os três Reis Magos. Hoje em dia os cristãos iranianos iniciam o seu jejum de produtos à base de carne no dia 1 de Dezembro, naquele que é conhecido como o Pequeno Jejum, por oposição ao jejum de 40 dias da Quaresma.

Assim, depois da Missa de 25 de Dezembro tem lugar o Pequeno Banquete - o Grande Banquete tem lugar na Páscoa. O prato central do Pequeno Banquete é composto por um cozido de galinha denominado harasa.

Não há no Natal iraniano troca de prendas, mas as crianças vestem sempre roupas novas que orgulhosamente exibem no dia de Natal.

 

Iraque

Na véspera de Natal os cristãos iraquianos reúnem-se em família e uma das crianças lê em voz alta a história do nascimento de Jesus, enquanto que os restantes elementos da família escutam, segurando velas.

Depois das leituras acende-se a lareira. Quando o fogo se apaga todos devem saltar três vezes sobre as cinzas e pedir um desejo.

Durante a eucaristia de Natal o sacerdote, segurando a imagem de Jesus Menino abençoa uma pessoa que, tocando na que está ao seu lado, a abençoa e assim sucessivamente. É a Paz de Cristo para estes cristãos.

 

Irlanda

Na Irlanda as celebrações de Natal são, de certo modo, ofuscadas pelas do dia de Santo Estêvão, festejado no dia 26 de Dezembro. No entanto, os irlandeses não prescindem do Christmas Plum Pudding, preparado, imagine-se, em Outubro!

Durante todo o mês de Dezembro em cada casa irlandesa há sempre uma bebida quente à disposição, seja whiskey aquecido ou Irish coffe.

Na véspera de Natal não falta do tradicional peru recheado, e uma fatia de bolo e whiskey é sempre reservada para o Pai Natal.

As crianças penduram as meias junto às chaminés, onde o "Pai Natal" deixa uma laranja e prendas.

 

Itália

Em Itália o Natal é iminentemente um banquete com o objectivo de celebrar o nascimento de Cristo.

Peru assado recheado de castanhas, lentilhas, peixe, carnes variadas e o indispensável Panettone (bolo recheado de frutas cristalizadas), são algumas das iguarias sempre presentes no Natal Italiano.

À semelhança do que acontece na Alemanha e na Áustria, também os italianos apreciam o gengibre nos pratos de Natal, sendo célebre o Panforte (pão de gengibre), tal como os espanhóis, os italianos não prescindem do turrón - os frutos secos são obrigatórios nos pratos de Natal italianos.

 

Jamaica

Um das marcas distintivas do Natal na Jamaica é, sem dúvida a culinária. Os pratos exóticos, compostos por ingredientes locais, são tão extravagantes que poderiam mesmo chocar alguns ocidentais: os frutos que são usados no tradicional Bolo de Frutas ficam a marinar em vinho durante meses, e o Sorrel (bebida de especiarias, frutas e rum) é consumido em grandes quantidades. A ceia de Natal deixa qualquer um com água na boca, pois é muito variada em carnes e acompanhamentos.

As celebrações denominadas Johnkano, de inspiração africana trazida pelos escravos, são compostas por um cortejo de mascarados que cantam e dançam, são apenas levadas a cabo nas zonas rurais.

Influenciado pelas celebrações ocidentais, o Natal jamaicano dos dias de hoje já inclui a árvore de Natal e a figura do Pai Natal.

 

Japão

As tradições do Natal chegaram ao Japão através dos missionários cristãos e, no início, apenas os que se convertiam celebravam. Contudo, graças à globalização, os japoneses têm hoje um Natal em tudo semelhante ao da cultura ocidental: com peru, árvore de Natal, troca de prendas, etc.

A figura do Pai Natal foi rapidamente assimilada, uma vez que na cultura japonesa existe uma divindade/sacerdote muito semelhante: Hoteiosho, um velhinho bondoso que carrega um grande saco, com olhos nas costas para ver sempre como os mais novos se comportaram.

 

México

Las Posadas é uma tradição mexicana inspirada na peregrinação da Virgem Maria e S. José a Belém.

A partir de dia 16 de Dezembro, muito são as famílias mexicanas que vão de casa em casa em peregrinação. Em cada procissão vão duas pessoas que transportam as estátuas da Virgem, de S. José e de um anjo, e entoam-se cânticos religiosos pedindo guarida para a família. Os donos das casas visitadas, por seu lado, entoam cânticos religiosos negando a entrada aos peregrinos até que estes, nos cânticos, revelem as estátuas. Depois de entrarem nas casas, todos são convidados a desfrutar do repasto composto por ponche de frutas e muitas guloseimas.

As crianças brincam à tradicional Piñata, tentando acertar-lhe de olhos vendados para parti-la e assim ficar com os doces que contém.

 

Nicarágua

Como em muitos países latino-americanos, as antigas tradições de Espanha mantêm-se na celebração do Natal da Nicarágua: nas ruas vende-se todo o tipo de artefactos ligados à ocasião, presentes e comidas típicas.

As crianças levam flores ao altar da Virgem Maria e entoam cânticos de Natal. Na véspera de Natal todos vão à Missa, e no Dia de Reis (6 de Janeiro) os Três Reis Magos trazem prendas para as crianças.

As celebrações Natalícias terminam com um grande fogo de artifício.

 

Noruega

Tal como noutros países escandinavos, na Noruega não é o Pai Natal mas um duende quem traz presentes de Natal para as crianças.

O duende Julebukk tem a aparência de um bode e a sua origem remonta à época dos Vikings - o bode era o companheiro inseparável do Deus Thor.

Como não podia deixar de ser, a ceia de Natal norueguesa tem como prato principal o bacalhau.

 

País de Gales

Os cânticos revestem-se de particular importância no Natal do País de Gales, pois a tradição celta que ainda hoje se mantém influenciou em larga medida aquela que é uma celebração cristã - o nascimento de Cristo.

Conhecidos como eisteddfodde, os cânticos são frequentemente acompanhados por harpas, e nas zonas rurais a procissão é liderada por um Mari llwyd, que veste de branco e transporta consigo numa bandeja um crânio de cavalo.

O bolo de Natal típico é o Teisen Ddu Nadolig.

 

Polónia

Na Polónia existe uma tradição de Natal muito complexa chamada Wigilia, que começa na véspera de Natal com um jejum de 24 horas que termina com o aparecimento da primeira estrela da noite, símbolo da Estrela de Belém.

Dá-se então início a um autêntico banquete composto, em primeiro lugar, por oplatek (uma panqueca de arroz benzida pelo pároco local, que é partido em pedaços e distribuído por todos). Seguem-se doze pratos típicos, um por cada um dos apóstolos. O Bolo de Frutas de Natal, designado Cwibak, é indispensável em qualquer mesa polaca.

Em todas as casas, à mesa é reservado um lugar para qualquer pessoa (incluindo estranhos) que lá se queira sentar e comer.

 

República Checa e Eslováquia

Nos dois países que antigamente compunham a Checoslováquia, São Nicolau é conhecido como Svaty Mikalas e diz a lenda que, na véspera do dia de Natal, desce dos céus vestido com uma túnica dourada na companhia de um anjo de um diabo com um chicote.

Um ritual tradicional consiste em cortar um ramo de cerejeira e colocá-lo em água dentro de casa. Se até ao Natal o ramo florescer, é sinal de boa sorte e de um Inverno curto. A Esperança de que a Primavera virá depressa alegra os espíritos e aquece a alma durante os rigorosos Invernos

 

Roménia

Na Roménia é costume as crianças irem de porta em porta cantando músicas, recitando poesias e contando lendas de Natal.

O líder da procissão carrega uma grande estrela de madeira, denominada Steaua, decorada com papel brilhante, sinos e laços coloridos (no centro da qual é introduzida a imagem da sagrada família).

Um dos pratos típicos de Natal romenos é o pão doce de nozes, ou cozonac cu nuca.

 

Rússia

A festa cristã de São Nicolau na Rússia, celebrada durante séculos a 6 de Dezembro, foi proibida enquanto durou o regime comunista.

Actualmente muitas das tradições foram recuperadas, incluindo a personagem de Babouschka, uma senhora que recusou dar guarida aos três Reis Magos e que por isso, no Natal, viaja por todo o país oferecendo prendas a todas as crianças na sua busca incessante pelo Deus-Menino.

A grande maioria dos russos é cristã ortodoxa, pelo que se jejua até à véspera de Natal, sendo a própria ceia isenta de carne. Ktya, uma papa de cereais, mel e sementes de papoila, é um dos pratos mais consumidos na véspera de Natal, e os russos acreditam que ingeri-la nesta época traz saúde, sucesso e felicidade.

É frequente a bênção dos lares por um sacerdote.

 

Venezuela

O Natal na Venezuela é semelhante ao de muitos outros países da América Latina, mantendo um significado profundamente religioso.

De 16 a 24 de Dezembro os venezuelanos vão à missa de manhã, uma missa especial designada Misa de Aguinaldo. Depois de cada missa são servidos os tostados, acompanhados de café.

A véspera e o dia de Natal são celebrados em família, sendo preparadas muitas iguarias.

publicado por SoniaGuerreiro às 16:25

Dezembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
14
15

16
17
21
22

23
24
25
28
29

30
31


Email
ainosccguerreiro@sapo.pt
mais sobre mim
Visitas
blogs SAPO