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Abr 07
A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
In
A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
Visão
É a mais pura das realidades! Gostei de ler....
publicado por SoniaGuerreiro às 23:17
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Se quiser fugir, pra qualquer lugar que for
Nem precisa me chamar, tão perto que eu estou
Com esse medo de perder, não te deixa me olhar
Esqueça o que passou, que tudo vai mudar
Agora eu posso ser seu anjo, seus desejos sei de cor
Pro bem e pro mal, você me tem não vai se sentir só
Meu amor

Sempre que quiser um beijo eu vou te dar
Sua boca vai ter tanta sede de me tomar
Se quiser
Sempre que quiser ir às estrelas me dê a mão
Deixa eu te levar

Eu penso te tocar, te falar coisas comuns
E poder te amar, o amor mais incomum
Não deixo o medo te impedir, de chegar perto de mim
O que aconteceu ontem não vai mais repetir
Me deixa então estar contigo, seus desejos sei de cor
Pro bem e pro mal, você me tem não vai se sentir só
Meu amor

Se quiser
Sempre que quiser um beijo eu vou te dar
Sua boca vai ter tanta sede de me tomar
Se quiser
Sempre que quiser ir às estrelas me dê a mão
Deixa eu te levar

Me deixa ser real e te ajudar a ser feliz
Porque eu sou o seu fogo, tudo o que você quis

Sempre que quiser um beijo eu vou te dar
Sua boca vai ter tanta sede de me tomar
Se quiser
Sempre que quiser ir às estrelas me dê a mão
Deixa eu te levar

 

 

Como eu gosto desta musica!

publicado por SoniaGuerreiro às 20:14
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publicado por SoniaGuerreiro às 19:48
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O novo padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão que quase não consegiu falar.
Antes do seu segundo sermão, no Domingo seguinte, perguntou ao Arcebispo como poderia fazer para relaxar.
Este sugeriu o seguinte:

"Da próxima vez, coloque umas gotinhas de vodka na água e vai ver que, depois de alguns goles, vai ficar mais relaxado."
No Domingo seguinte o Padre aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem, que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, tão descontraído se encontrava.

Depois de regressar à reitoria da paróquia, encontrou um bilhete do Arcebispo que dizia:

Caro padre

Da próxima vez, coloque umas gotas de vodka na água e não umas gotas de água no vodka.
Deixo-lhe os seguintes reparos para que não se repita o que vi no sermão de hoje:

- Não há necessidade de pôr limão e sal na borda do cálice.

O missal não é, nem deverá ser usado como apoio para o copo.

- Aquela casinha ao lado do altar era o confessionário e não a casa de banho.

- Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora e muito menos abraçá-la e beijá-la.

- Existem 10 mandamentos e não 12.

- Os apóstolos eram 12 e não 7. Nenhum era anão.

- Não nos referimos ao nosso Salvador, Jesus Cristo, e seus apóstolos como: "J.C. & Companhia".

- David derrotou golias com uma fisga e uma pedra. Nunca lhe foi ao cú.

- Não nos referimos a Judas como "filho da puta".

- Não deverá tratar o Papa por "O Padrinho".

- Judas não enforcou Jesus e o Bin Laden não tem a ver com esta história.

- A água benta é para benzer e não para refrescar a nuca.

- Nunca reze a missa sentado na escada do altar, muito menos com um pé sobre a Bíblia Sagrada.

- As hóstias devem ser distribuídas pelo povo. Não devem ser usadas como aperitivo para acompanhar o vinho.

- Procure usar roupas debaixo da batina e evite abanar-se quando estiver com calor.

- Os pecadores vão para o inferno e não "para a puta que os pariu".

- A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer um " comboio" pela igreja é que não!

Pelos 45 minutos da missa que acompanhei, notei estas falhas. Lembro-lhe também que uma missa leva em torno de 1 hora e não 2 tempos de 45 minutos cada.

Importante:
Aquele sentado no canto do altar, ao qual se referiu como "paneleiro, travesti de saia", era eu!

Espero que estas falhas sejam corrigidas no próximo Domingo.
O Arcebispo

publicado por SoniaGuerreiro às 12:20
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Em Portugal, registam-se 5 mortes por mês, colocando Portugal acima da média mundial.

As vítimas de violência doméstica são homens, pessoas idosas, crianças e jovens; são pais, avós, filhos e cônjuges ou companheiros ou namorados, mas são sobretudo mulheres...

A violência doméstica continua marcada por ser uma violência contra o género feminino.

O indicador de Violência Doméstica das Estatísticas da APAV 2006 revela que chegam à APAV (na sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e número nacional 707 2000 77) 16 mulheres vítimas de violência por dia, 112 por semana.

Mulheres (In)visíveis

Segundo o estudo "Mulheres (In)visíveis" da Amnistia Internacional, divulgado em Outubro de 2006, o número de queixas de violência doméstica aumentou 17% em 2005, relativamente ao ano anterior, num total de 18192 de queixas formalizadas junto da PSP e da GNR.

De acordo com o relatório registam-se cerca de 5 mortes por mês e 40% dos agressores têm entre idades entre os 25 e os 45 anos, o que demonstra não haver alterações "em paradigmas comportamentais e sociais muito enraizados em Portugal".

Entre as formas mais comuns de violência doméstica estão Maus tratos psíquicos (32,5%), violência física (32,2%), ameaças (20%), violação (1,2%) e homicídio (0,06%).
Embora percentualmente mais irrelevante neste estudo, a questão do homicídio revela dados assustadores indicando que, anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos seus companheiros. Este padrão mensal de cinco mortes coloca Portugal acima da média mundial de três mortes por mês.

Primeiro semestre de 2006: 9.679 casos de violência doméstica
segundo dados da GNR E PSP divulgados em Novembro

Nos primeiros seis meses de 2006, a GNR e PSP registaram uma média de 50 casos de violência doméstica por dia. Ao todo registaram-se 9.679 casos de violência doméstica, ou sejamais 1.674 casos em relação ao mesmo período de 2005.

A PSP registou mais 1.500 casos de violência doméstica do que no ano passado, num total de 5.501 casos, enquanto a GNR registou mais 174 num total de 4.158 casos. A maioria dos casos de violência doméstica são entre cônjuges (3.941) e também contra crianças (4.158).

Segundo as fontes policiais houve também um aumento do número de participações. Tal poderá ser explicado devido à maior visibilidade do problema, à crescente percepção social e consciencialização dos direitos por parte das vítimas.

In Mulher.sapo

publicado por SoniaGuerreiro às 12:09
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publicado por SoniaGuerreiro às 10:44
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