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Mai 07

73% dos adultos portugueses nunca fizeram o teste da SIDA

Lisboa, 28 de Setembro de 2006 – Um estudo desenvolvido pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida – Alto Comissariado da Saúde e Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) / Comissão Especializada de Meios Diagnósticos in vitro (CEMD) revela que apesar de um reconhecimento da SIDA enquanto problema de saúde pública (89,5%), a maioria da população portuguesa nunca realizou provas para a detecção da infecção VIH/sida.

Apenas 26,5% dos inquiridos referem já ter feito o teste da SIDA, sendo que destes 47% o fez por iniciativa própria.

Numa acção de esforço para alterar esta realidade, e levar a que um maior número de pessoas faça o rastreio, a APIFARMA/CEMD e a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA, acabam de assinar um protocolo de cooperação do qual irá resultar uma campanha de sensibilização no âmbito do diagnóstico da SIDA.

O estudo teve como principal objectivo avaliar a percepção dos portugueses em relação à SIDA, o grau de preocupação com o problema, formas de transmissão, reconhecimento do risco inerente e conhecimento das plataformas de apoio e informação sobre o vírus.

A generalidade dos inquiridos (89,5%) demonstra reconhecer a infecção VIH/sida enquanto um real problema de saúde pública e 85,1% afirma preocupar-se de facto muito com este problema.

João Gomes Esteves, Presidente da APIFARMA, sublinha que “apesar de existir um conhecimento generalizado sobre o que é a SIDA e a forma como afecta a sociedade, é curioso e preocupante verificar que, mesmo apesar deste conhecimento e de toda a informação e apelos que diversas entidades fazem relativamente a este flagelo, de 2005 para 2006 houve ligeiros decréscimos relativamente à preocupação com a SIDA".

"É necessário que pessoas de ambos os sexos e de todas as idades se consciencializem que efectivamente não acontece só aos outros.”

O posicionamento dos inquiridos face à realização do teste da SIDA reflecte-se ainda no que respeita a quem deve realizar o diagnóstico. 47,3% da amostra considera que toda a população deveria fazer o teste, sendo que os restantes inquiridos consideram que devem ser apenas os toxicodependentes e a população mais vulnerável a realizá-lo.

O estudo levado a cabo pela Marktest analisou ainda o conhecimento dos inquiridos face aos Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH (CADs), verificando um crescimento do número de pessoas que estão informadas sobre estes locais, face a 2005 (57,7% em 2005 e 61% em 2006).

Para Henrique Barros, Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida,

“A criação de uma rotina de diagnóstico na população, além de constituir uma acção preventiva à transmissão do VIH, permite também tratar mais cedo, conseguindo-se assim maior qualidade e esperança de vida nas pessoas VIH positivas, bem como obter um conhecimento epidemiológico da doença mais próximo da realidade”.

97,5% da amostra refere ainda as relações sexuais desprotegidas como a principal forma de transmissão do VIH, destacando-se o facto de ainda existirem preconceitos face à forma de contágio, tendo 5% indicado o aperto de mão e o abraço como uma forma de transmissão.

A SIDA, provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), entra no organismo através do contacto sexual desprotegido com uma pessoa infectada, contactos sanguíneos, e da mãe infectada para o filho, apesar desta última forma de transmissão poder ser evitada mediante diagnóstico e tratamento precoce.

Ao entrar no organismo o VIH ataca o sistema imunológico, tornando a pessoa infectada (seropositiva) permeável a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas.

Em Portugal, a estimativa da UNAIDS aponta para cerca de 32.000 pessoas infectadas, afectando principalmente a faixa etária entre os 15 e 40 anos de idade.

Ficha técnica: O universo deste estudo foi constituído por indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra foi composta por 810 entrevistas, sendo que os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade e Região (6 Regiões Regiões Marktest). Os inquiridos foram seleccionados aleatoriamente a partir de uma base de telefones residenciais, com recurso a entrevista telefónica. A recolha de informação decorreu entre os dias 29 de Agosto e 1 de Setembro de 2006 pela Marktest utilizando um questionário estruturado com perguntas fechadas e abertas.

In Saude Sapo

publicado por SoniaGuerreiro às 16:43
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comentário:
Já fiz um teste e graças a Deus deu negativo.Não estou nos 73% que nunca fez o teste
Isa a 22 de Maio de 2007 às 18:23

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