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A pessoa humana tem gravada no seu interior a necessidade de ser conhecida e amada, de conhecer e amar outros. Necessitamos de que os outros nos conheçam, nos compreendam, nos aceitem e nos amem. E necessitamos conhecer, compreender e amar os outros. A pessoa humana está feita para este diálogo com outras pessoas. Mas há diversos tipos de amor: por exemplo, o amor entre pais e filhos e o amor da amizade entre amigos são amores diferentes. Há coisas que se contam aos país e há outras que se contam aos amigos. Necessitamos do carinho dos nossos pais para umas coisas e do dos nossos amigos para outras. Mas não basta essa amizade. A pessoa humana necessita entregar-se, dar-se a conhecer e amar de uma maneira mais profunda, total. Isso só é possível entre um homem e uma mulher, ou entre uma pessoa e Deus.

Esse amor total inclui a pessoa toda, tanto a sua alma como o seu corpo. Nesse amor, uma pessoa pode dizer e exprimir tudo, até o mais íntimo, porque o outro vai compreendê-la e aceitá-la tal como é. Há uma confiança absoluta que permite e exige que se abra totalmente e requer também receber do outro com essa absoluta confiança, tal e como é. Isto é o que se chama amor conjugal.

Aqui intervém também o corpo, porque intervém toda a pessoa. Por isso, se Deus pede a uma pessoa todo o coração, pede-lhe também o corpo, e por isso essa pessoa não deixa que o seu coração se apegue a outra, nem se casa (é o caso de um sacerdote, por exemplo). E, quando esse amor é entre um homem e uma mulher, é também um amor total. Nesse caso, a entrega a Deus passa necessariamente pela entrega ao outro cônjuge. Entregam-se um ao outro completamente, alma e corpo, por isso o corpo joga um papel essencial. É o amor conjugal.

publicado por SoniaGuerreiro às 17:55

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