14
Fev 07

Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ...
- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.
- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...
- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue?
Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.
- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse: Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".

publicado por SoniaGuerreiro às 09:00
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12
Fev 07

Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre à briga.
Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:
- Aquele que eu alimentar.

publicado por SoniaGuerreiro às 22:21
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23
Jan 07

Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Acedi com grande alegria e lá fomos nós, humedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva. Ele se parou numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:
- Estás a ouvir alguma coisa para além do canto dos pássaros?
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir o barulho de uma carroça que deve estar a descer pela estrada. - Isso mesmo...disse ele. É uma carroça vazia. Sabes porquê?
- Não, respondi intrigado.
Então, o meu pai pôs-me a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, E disse:
- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto. E, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa, ou quando eu mesmo, por distracção, me vejo prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar a ouvir a voz do meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:
- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

publicado por SoniaGuerreiro às 21:38
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15
Jan 07
Flores no Túmulo
Um Homem estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando viu um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

"Respeitar as opções dos outros é uma das maiores virtudes do ser humano. As pessoas são diferentes, agem e pensam de formas diferentes. Não julgue. Tente apenas compreender.”
publicado por SoniaGuerreiro às 22:03
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04
Jan 07

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade   quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...

(*) Título original: Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

publicado por SoniaGuerreiro às 12:12
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07
Dez 06
Era uma vez um senhor muito alto que vivia numa casa grande, na Lapónia. O mobiliário da casa era especial, já que ele, para além de alto, era muito gordo, pois era muito guloso. Tinha umas barbas compridas e brancas e o seu cabelo também era branco e macio como a neve. Trajava um fato vermelho e da cabeça pendia um capuz também vermelho com um pompom branco na ponta. Era muito gentil e bondoso. Tinha uma personalidade muito forte. Gostava de ajudar as pessoas e ficava muito feliz quando via um sorriso na cara de uma criança. Chamava-se Pai Natal.

Ao lado da sua casa, tinha uma oficina, a "Oficina dos Brinquedos". Era lá que ele fazia os brinquedos para as crianças com a ajuda dos duendes.

A Mãe Natal, uma senhora alta e gorduchinha, era a sua esposa. Era muito carinhosa e prestável. Adorava crianças e fazia tudo por tudo para as ver felizes. O seu maior talento era cozinhar e todas as pessoas gostavam da comida que ela fazia, especialmente dos seus biscoitos de manteiga.

Todos os Natais, o Pai Natal recebia muuuitas cartas! Mas, naquele Natal branco da neve e verde dos pinheiros, ele recebeu mais cartas do que nos outros anos. Eram montes e montes de cartas. Todas elas pediam presentes, pelo que o Pai Natal ficou com um grande problema para resolver: como fazer tantos presentes a tempo para todas as crianças?! Começou a trabalhar e passou dias e noites, noites e dias a fazer presentes para as crianças, até que começou a ficar exausto.

Faltando já só dois dias para a noite de Natal, ainda estavam metade dos brinquedos por fazer. Foi-se deitar um pouco e pensar numa solução para fazer os brinquedos mais depressa.

Pensou, pensou, até que...

- TRUZ, TRUZ, TRUZ...

O Pai Natal, em sobressalto, levantou-se e foi abrir a porta.

- Olá Pai Natal, nós soubemos que... - começou a dizer em coro um grupo de crianças, logo interrompidas pelo Pai Natal.

- Entrem, entrem, não fiquem aí à porta.

As crianças entraram e sentaram-se nos enormes sofás feitos de pele de lobo. A Mãe Natal serviu-lhes alguns dos seus biscoitos deliciosos com chocolate quente e deu-lhes algumas mantas, pois eles estavam com fome e frio.

- Então expliquem-me lá o que vieram cá fazer.

- Nós soubemos que o Pai Natal estava com problemas em fazer os presentes e a noite de Natal está para vir, pelo que resolvemos vir ajudá-lo. - Disse a Rita, uma menina do grupo de crianças.

O Pai Natal sorriu e exclamou:

- Então, sendo assim, mãos ao trabalho!

As crianças e o Pai Natal foram para a "Oficina dos Brinquedos" onde ainda estavam os duendes. Começaram por fazer carrinhos e comboios de madeira, bonecas de pano, meias, gorros luvas, camisolas feitos de lã e muito mais. Por fim, pintaram.

Chegada a hora da ceia de Natal foram todos para a mesa comer a comida deliciosa que a Mãe Natal fizera: batatas e bacalhau cozido com couves e umas cenouras a acompanhar. No fim uma sopinha de couves quentinha a deslizar pela garganta. Que saborosa! A sobremesa foi tronco de natal, rabanadas, aletria e mexidos - os doces tradicionais do Natal.

Quando já era meia-noite, o Pai Natal pegou no seu saco vermelho cheio de prendinhas e subiu para o trenó.

- Pai Natal... - disse o Gustavo, um dos meninos do grupo -... Podemos ir consigo?

O Pai Natal, com um gesto nobre, fez sinal para eles entrarem no trenó.

As renas começaram a correr até que o trenó ficasse no ar. Em cada casa que passavam atiravam prendas pelas chaminés.

E assim, com a ajuda do grupo de crianças, o Pai Natal conseguiu resolver o seu problema.

 

 

 

 

publicado por SoniaGuerreiro às 10:18
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28
Nov 06

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz... Está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala... É critica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é "cabeça dura".
Quando você o faz... Está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar... É apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala... É porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim... É gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz... Está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz... É iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride... É fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz... É prova de carácter.

Quando faz um texto como estes e dá aos amigos, é porque gosta dos amigos.
Quando o outro faz... É um desocupado

 

 

Autor: desconhecido

publicado por SoniaGuerreiro às 10:07
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29
Out 06

Um casal de idosos comemora suas Bodas de Ouro após longos anos de matrimonio. Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou “por cinquenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura”. Ela espalhou manteiga na parte de cima do pão e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse “minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinquenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que deverias tê-la, já que tanto a aprecias”.

publicado por SoniaGuerreiro às 21:57
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14
Out 06

Um consultor, especialista em Gestão do Tempo, quis surpreender a assistência numa conferência. Tirou debaixo da mesa um frasco grande de boca larga. Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja com pedras do tamanho de um punho e perguntou:
- Quantas pedras pensam que cabem neste frasco?
Depois dos assistentes fazerem as suas conjecturas, começou a meter pedras até encher o frasco. Depois perguntou:
- Está cheio?
Toda a gente olhou para o frasco e concordou que sim. Então ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços que deixavam as pedras maiores. O consultor sorriu com ironia e repetiu:
- Está cheio?
Desta vez os ouvintes duvidaram:
- Talvez não.
- Muito bem!
E pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia filtrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pela gravilha.
- Está cheio? - perguntou de novo.
- Nao! - Exclamaram os assistentes.
Bem dito! E pegou numa jarra de água, que começou a verter para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar.
- Bom, o que acabámos de demonstrar? Perguntou.
Um ouvinte respondeu:
- Que não importa o quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguimos fazer com que caibam mais coisas.
- Não! O que esta lição nos ensina é que se não colocam as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois.
- Também! - concluiu o especialista - Mas... o que esta lição nos ensina de mais importante é que se não colocarem as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois... E quais são os grandes valores nas nossas vidas? A pessoa amada, nossos filhos, os amigos, os nossos sonhos e desejos, a nossa saúde, etc. Devemos lembrar de sempre avaliarmos quais são as nossas prioridades!

publicado por SoniaGuerreiro às 18:35
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11
Out 06

Viveu à muitos anos na Cuba, uma mocinha, chamada Mariana. Por ser muito habilidosa e porque ganhava a vida a costurar de casa em casa para quem necessitava, toda a gente a conhecia e tratava por Costureirinha. Ela fazia vestidos bordados, lençóis, etc., tudo à mão.

Levava uma vida sem muitas ambições, mas tinha um sonho; - ter uma máquina de costura. Trabalhava muito. Acabava os trabalhos nas casas das pessoas e depois, quando vinha para casa, continuava a trabalhar pela noite fora para ganhar dinheiro para comprar o seu sonho; - a máquina de costura.

Trabalhou durante anos a fio, guardando numa caixinha algum dinheirito. Até que um dia, abriu o a caixinha onde guardava as suas poupanças, contou e recontou o dinheiro e viu que era o que necessitava: três reis.

No dia seguinte, logo de manhãzinha, foi a caminho de Beja, muito feliz, para comprar a máquina.

Ela agora parecia outra, fazia obra num abrir e fechar de olhos, era como se tivesse mais pessoas a trabalharem para ela.

Passado algum tempo, houve um surto de tuberculose e a Costureirinha, também foi atacada pela doença. Ficou muito fraca e já estava desenganada dos médicos - restava-lhe esperar que a morte a viesse buscar.

Muito triste, chorou muito. Voltou-se para a Virgem Nossa Senhora D'Aires e implorou-lhe que a curasse, que ela em troca lhe daria a máquina de costura (que era aquilo que ela de mais valioso possuía).

E assim foi, a Costureirinha curou-se e voltou a trabalhar. Mas a máquina fazia-lhe tanta falta, que ela resolveu pedir à Virgem mil perdões, mas que só lhe daria a máquina quando estivesse para morrer, pois era a sua única forma de ganhar o sustento. A virgem acedeu e a Costureirinha lá continuou a fazer os seus belíssimos trabalhos. Já muito velhinha, sentindo que já não lhe restava muito tempo e como não tinha família e já não trabalhava, pediu a um estafeta que levasse a máquina de costura à Virgem Nossa Senhora D'Aires, porque já não se sentia capaz de fazer essa viagem.

O estafeta acedeu, mas quando ia na viagem pensou em vender a máquina; e se o pensou, melhor o fez.

Quando voltou de viagem disse à Costureirinha que tinha entregue a máquina na Igreja da Senhora D'Aires, como lhe tinha prometido.

Passado algum tempo a Costureirinha finou-se. Quando se encontrou com a Virgem, esta perguntou-lhe pela máquina de costura. A Costureirinha contou-lhe a história toda e a Virgem perdoou-lhe a falta. Mas a Costureirinha é que que não se esqueceu da promessa por cumprir e então de tempos a tempos vem à procura do estafeta. Contudo, não o consegue encontrar. Então dá um sinal que é o barulho de uma máquina de costura a trabalhar, para que o estafeta ao ouvi-lo se lembre da falta que cometeu.

E ainda hoje, à noitinha, o tic-tic-tic da máquina de costura se consegue ouvir de casa em casa.

publicado por SoniaGuerreiro às 12:07
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