07
Mai 08
Segue-se um apanhado de sabedoria infantil compilado em turmas da Primária.


- A Bíblia dos Muçulmanos chama-se Kodak.

- O Papa vive no Vácuo.

- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina.

- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia.

- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã.

- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva.

- Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter sobrevivido a um acidente grave.

- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já fui utilizado e é bom para o ambiente.

- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem.

- Adão e Eva viviam em Paris .

- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul

- As vacas não podem correr para não verterem o leite.

- Um pêssego é como uma maça só que com um tapete por cima

- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!

- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.

- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio.

- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.

- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avó.

- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamenta-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados.

- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.

- Um círculo é um quadrado redondo

- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porque. Talvez por estar muito frio.

- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas as escondidas para os meus pais não ficarem preocupados.

publicado por SoniaGuerreiro às 15:07
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06
Dez 07

Movimento "Pijaminha"

 

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia... Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se muito rapidamente.... 

 

Só por curiosidade, no ano passado foram entregues 76 pijamas... e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva.... este ano vamos repetir a façanha e se possível ultrapassar este número.....   

 

 Se divulgarem já estão a ajudar!!! 

 

Obrigada!

__________________==____________________

 

Olá a todos!

Nesta altura em que finalmente o frio começa a dar um arzinho da sua graça e as luzes na rua anunciam o Natal à porta, venho mais uma vez fazer-vos um convite especial.

A maioria já saberá do que se trata mas, de entre todos vós, sei que haverá alguém para o qual esta será uma novidade.

Por isso passo (mais uma vez) a explicar:

Entre uma série de amigos temos conseguido angariar,para entregar no IPO, pijamas que tanta falta fazem às crianças que, infelizmente, lá passam tanto tempo das suas vidas.

Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já me atrevo a apelidá-la de "Movimento Pijaminha"  pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos! :)

Pela 3ª vez consecutiva, venho apelar à vossa boa-vontade e pedir-vos que se juntem a mim no esforço de tornar o Natal de algumas crianças mais quentinho.

As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino .

Sei que a vida não está fácil mas, dentro das vossas possibilidades peço-vos que participem, comprando ou obtendo, junto de amigos e familiares, agasalhos que já não sirvam.

E já agora, se acharem que sim, espalhem a palavra! :)

À partida todos devem ter os meus contactos, mas aí ficam mais uma vez:

96 247 26 88

carla.fiscogal@netcabo.pt

publicado por SoniaGuerreiro às 10:59

24
Out 07
Como conseguir que o seu filho adquira confiança e segurança em si próprio...

As crianças necessitam destas duas qualidades para poderem enfrentar as dificuldades e desafios que a vida apresenta.

Quantas vezes nós, mamãs, nos interrogamos se os nossos filhos estarão preparados para enfrentar as circunstâncias complexas da vida, e se adquiriram suficientes recursos para se defenderem em situações de mudança… “Poderá adaptar-se à nova escola?”, “Passará no exame?”, “Vencerá algum dia essa timidez?”, “Conseguirá construir um futuro sólido?”.

É claro que nós, como pais, não somos alheios ao modo como eles resolvem estas e outras situações, que sem dúvida se encontram directamente relacionadas com o modelo de educação de cada família, com as capacidades próprias de cada criança e com as características da abordagem pedagógica.

A verdade é que podemos intervir em pelo menos dois destes factores, e que da qualidade das nossas intervenções também dependerá a estruturação de personalidade que a criança irá desenvolver.

Encontro e comunicação

Comecemos então por analisar o modo como acompanhamos o desenvolvimento dos nossos filhos, não como uma maneira de descartar ou de criticar o modo como o fazemos, mas para valorizar o papel de pais e articular estratégias úteis no momento de enfrentar os problemas que se colocam diariamente na educação.

Porque a confiança e a segurança que uma criança tem em si própria é construída a partir de situações reais, conflitos e desafios que no decorrer de cada dia se vão apresentando. Mas, como podemos ajudá-los para que as suas respostas e decisões sejam as mais adequadas? Desde logo, nada conseguiremos se escolhermos por eles.

A modalidade “invasora” não parece ser a mais oportuna. Por outro lado, à medida que as crianças crescem, devem a pouco e pouco distanciar-se saudavelmente dos seus papás, para progressivamente integrarem-se e desenvolverem-se no mundo dos adultos.

E depois? O objectivo está em possibilitar que a auto-estima se instale progressivamente durante a primeira infância, ultrapassando os momentos de intercâmbios e de relacionamentos (que definitivamente são sinónimos de encontro e de comunicação).

O papel do adulto

Durante os primeiros anos de vida, instalam-se as matrizes do afecto e da aprendizagem, e para potenciar essas etapas de construção e consolidação da sua personalidade, é importante apoiar, suster e reforçar a criança no seu futuro quotidiano.

E como? Atendendo às suas necessidades com prontidão, e fazendo-a sentir que pode recorrer a um adulto de confiança face a uma situação angustiante, oferecendo-lhe o nosso apoio, o nosso colo, as palavras consoladoras, o peito perante a fome, a carícia perante o arranhão, o entusiasmo para enfrentar uma situação que lhe exija muito esforço físico ou mental, a mão no ombro… Estes são os elementos carinhosos que a ajudarão.

Se, como adultos, lhe falharmos nestes aspectos, semearemos a desconfiança, a insegurança e a desmotivação. Contribuiremos para instalar na sua mente sensações e percepções confusas que farão danos nas suas potencialidades e a deixarão em desvantagem face a outras.

O apoio familiar

Nos primeiros anos as crianças são mais maleáveis e mais permeáveis às mudanças. Por isso, a vulnerabilidade da sua estrutura psíquica leva-nos a reflectir sobre o mundo das crianças e no impacto que os nossos actos e palavras lhes podem promover. Como podem ser destruídas pelo abandono e pelo desamparo e como podem ser ajudadas e amorosamente apoiadas física e psiquicamente.

Por isso, pensemos na importância que tem uma palavra adequada num momento de desentendimento, ansiedade, perante situações novas ou de surpresa.

Uma criança que pode recorrer primeiro ao amparo e à segurança corporal dos seus pais ou da pessoa que cumpre a função materna, e mais tarde consegue tornar-se independente e a pouco e pouco utilizar os seus próprios recursos, é uma criança segura que depressa se tornará num adulto satisfeito e feliz.

Limites bem colocados

Favorecer o sentimento de segurança e confiança nela própria não quer dizer que se deva apoiar tudo o que faz, mesmo que esteja errado. Poder conhecer os seus limites e os alheios é benéfico para a construção da sua personalidade.

Lembre-se que uma criança tem uma grande necessidade de aprender, e assim como a protegemos dos possíveis riscos físicos, também devemos protegê-la da eventualidade de não encontrar determinadas barreiras e limitações que definam e que contenham as suas emoções, as suas angústias e ansiedades.

Podemos começar por lhes fortalecer desde muito pequenas a sensação de que são capazes de realizar muitas coisas que aparentemente não nos parecem importantes mas que para as crianças são valiosas. Por exemplo, quando identificamos o choro de um bebé adequadamente, sabemos que tem fome e damos-lhe o peito ou o biberão, ou então porque tem cólicas, movimentamos as suas pernitas ou fazemos-lhe uma massagem na barriguinha.

Quando lhe permitimos escolher entre dois objectos em vez de lhe impor um, ela fica a saber que também pode tomar decisões. Ou ao escutá-la e valorizar os seus trabalhos - desenhos, canções, as suas criações em barro ou plasticina, a sua ajuda para pôr a mesa ou arrumar os seus brinquedos - isso propicia a sua segurança e independência.

Lembre-se que é importante fazer os possíveis para que o seu pequenito se sinta activo, participante, reconhecido nas suas capacidades e por isso, seguro de si próprio. Tudo o que conseguirem, por mais pequeno que nos pareça, provocará neles a confiança e a alegria do êxito alcançado.

E embora às vezes nos impacientemos quando os nossos filhos demoram a concretizar uma acção quotidiana, é fundamental que respeitemos os seus ritmos.

Vestir a roupa sozinho e sem ajuda implica um enorme processo… Para facilitá-lo, é boa ideia preparar dois conjuntos, de maneira que ele possa optar, evitando o desanimador “O que é que vestiste?”, cada vez que a escolha nos pareça de “mau gosto”, e assim perder o mérito de tê-lo conseguido fazer sem a nossa ajuda.

É evidente que esta situação pode estender-se a outras circunstâncias e aprendizagens. Que a criança consiga sentir-se útil, considerada como um ser pensador e sensível, depende em parte do nosso papel como pais.

Estimulá-la e apoiá-la nos seus progressos são condições fundamentais para fortalecer os sentimentos de confiança e de segurança em si própria… uma herança essencial para a longo caminho da vida.

In Sapo Bebe

publicado por SoniaGuerreiro às 14:50

18
Out 07

Chamam-lhe o inimigo das crianças. Vacina que o combate já está à venda em Portugal

Em que consiste?

A gastroentrite é uma inflamação do estômago e dos intestinos causada, na sua grande maioria, por rotavírus. A sua característica principal é a diarreia, que pode implicar desidratação grave, especialmente nas crianças (também pode ocorrer em adultos).

Os sintomas de gastroenterite por rotavírus são variáveis mas, para além da diarreia líquida (que pode durar entre cinco e nove dias), os vómitos, a febre, a falta de apetite e a dor abdominal também são habituais.

A gravidade da infecção varia entre a ausência de sintomas e a desidratação, que pode ser fatal.

Quem afecta?

A infecção por rotavírus é muito frequente (este agente é extremamente contagioso e resistente ao meio ambiente), pelo que praticamente todas as crianças, independentemente do estrato social, padecem dela em algum momento, mesmo em ambientes com boas condições sanitárias.

Tem uma grande repercussão sobretudo em crianças com menos de cinco anos, faixa etária em que se verificam, anualmente, quase 1 50 milhões de casos em todo o mundo, com quase 500 mil mortes.

Na União Europeia, estima-se que 3 ,6 milhões de crianças sofram, anualmente, de gastroentrite pediátrica, e cerca de 87.000 sejam hospitalizadas por esta causa.


A vacina que combate o rotavírus

  • O seu nome é RotaTeq (dos laboratórios Sanofi Pasteur MSD).

  • É uma vacina que se administra oralmente, com os cinco tipos de rotavírus mais habituais, responsáveis por mais de 90% das infecções por rotavírus na Europa.

  • Está disponível em Portugal desde Outubro de 2006.

  • Pode ser administrada a crianças desde os seis meses, idade a partir da qual começa a surgir o maior número de infecções.

  • Taxa de eficácia: 98% em gastroenterite pediátrica grave.

Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: Dr. Manuel Carmo Gomes (membro da Comissão Técnica de Vacinação e professor associado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

publicado por SoniaGuerreiro às 15:54

10
Out 07
A ideia de que uma criança gordinha é uma criança bem criada... e alimentada, é considerada actualmente, errada.

De tal forma que a obesidade é considerada a epidemia deste milénio. A obesidade caracteriza-se pelo excesso de gordura corporal em relação à altura e sexo de um indivíduo e surge quando as calorias consumidas são superiores às que o corpo necessita.

Este excesso é armazenado pelo organismo em forma de gordura. Como consequência deste armazenamento, surgem os riscos de algumas doenças: a hipertensão, problemas cardiovasculares ou a diabetes 2, já para não falar nos problemas psicológicos que a maioria dos mais gordos podem ter.

E nem mesmo as crianças escapam a este mal. Uma criança obesa, começa desde cedo a correr maiores riscos de saúde, e embora se diga que "ainda está a crescer", nem sempre por isso deixará de vir a ser um adulto obeso.

As crianças e a obesidade

Se para os adultos se pode calcular o Índice de Massa Corporal, e descobrir se é ou não obeso, no caso das crianças é necessário respeitar algumas regras e seguir uma tabela específica.

Para as crianças, um percentil de peso superior a 85 na sua tabela (idade e sexo), pode significar que a criança é obesa.

No entanto, em alguns casos nem é necessário recorrer a estas avaliações, já que a obesidade é por demais evidente.

Há outros casos em que a obesidade se confunde com o tamanho da criança, pois esta poderá ser grande.

Nestes casos, é necessário averiguar se realmente há um excesso de gordura ou se porventura é somente excesso de peso.

Uma criança que toma o leite materno tem menor tendência para ter excesso de peso, do que uma criança alimentada com leites de fórmula, já que a forma como é dado o leite também é diferente.

Enquanto que nas crianças amamentadas é impossível avaliar a quantidade ingerida, nas crianças alimentadas a biberão as mães teimam para que os seus filhos não só ingiram a quantidade indicada pelo pediatra, como quase sempre colocam um pouco mais de leite "por sua conta e risco" para que o seu bebé fique bem alimentado.

Como prevenir

Como é evidente, nunca será possível colocar o seu bebé "a dieta", enquanto está a ser amamentado, mas passada esta etapa no seu desenvolvimento, já poderá estipular algumas regras que lhe permitam não aumentar em demasia o seu peso.

Recorde que a obesidade deve ser prevenida precocemente sem excessos e dependendo sempre da evolução da própria criança, especialmente nos períodos mais vulneráveis do seu desenvolvimento: o primeiro ano, por volta dos cinco anos e durante a puberdade.

Ajude o seu filho, incutindo-lhe o desejo da prática saudável de uma modalidade desportiva.

A prática do desporto favorece o equilíbrio do organismo. Ensine-lhe bons hábitos alimentares desde o início, pois desta forma estará a melhorar a sua própria auto-estima, para além da sua saúde.

Como evitar a obesidade

  • Dê o exemplo. Não ande sempre a petiscar
  • Estabeleça o número correcto de refeições diárias da criança
  • A criança deverá ter quatro refeições principais mais duas refeições ligeiras. As refeições ligeiras podem ser realizadas a meio da manhã e a meio da tarde
  • As refeições devem ser sempre respeitadas. A criança não deve "saltar" qualquer refeição, como por exemplo o pequeno-almoço, que para os pequenitos que vão para a escola é uma importante fonte de energia
  • Quando lhe dá de comer, não deverão existir focos de distracção como a televisão, o computador ou os videojogos. A hora de comer... é para comer
  • Deve respeitar os horários das refeições para que o seu filho não se sente à mesa com "fome". Desta forma o próprio organismo modera as quantidades que ingere.
In Sapo Bebe
publicado por SoniaGuerreiro às 15:54

21
Ago 07
1. Desenvolvimento psicológico

1.1. Gosta da rotina porque faz sempre o mesmo.

1.2. É mais deliberativa que a criança de 4 anos. Pensa antes de falar.

1.3. É séria a respeito de si mesma e impressiona-a muito a capacidade de assumir responsabilidades.


1.4. Gosta de imitar os outros.


1.5. Encontra-se feliz no seu mundo, porque se sente cómoda consigo mesma e com o ambiente: encontrou o equilíbrio.


1.6. Grande observadora e imitadora do que observa.


1.7. Agrada-lhe fazer as coisas à sua maneira, mas também quer agradar ao adulto e fazer as coisas bem.


1.8. No que respeita à verdade, as histórias fantásticas e os exageros continuam.


1.9. Começa a distinguir o real do imaginário e às vezes sabe que está enganada.


1.10. Sonhos e pesadelos invadem muitas vezes o seu sono. Às vezes começa a falar enquanto está a dormir, nomeando algum membro da família.


1.11. Possui bom humor que se intensifica facilmente perante algo aliciante.


1.12. Começa a interiorizar o sentido da obediência, mas nela nem tudo é doçura e obediência.

1.13. Interesse por experiências imediatas. Realista. Empreende aquilo que está dentro das suas possibilidades.

1.14. Moderada, séria, dotada de capacidade de imitação da conduta dos adultos o que a ajudara no seu processo de socialização.

1.15. Tem medo da escuridão e dos ruídos.

2. Âmbito escolar

2.1. Maior estabilidade nas aulas. Princípio do ensino formal.


2.2. Usa a imaginação para pintar, criar, etc.


2.3. Quando se lhe dão os meios necessários, sabe trabalhar individualmente.


2.4. Não é comunicativa acerca da sua vida escolar.


2.5. É capaz de participar em actividades dirigidas: podem-se-lhe explicar actividades simples para que realize.


2.6. Nas actividades dirigidas incluem-se: a leitura, a escrita e os números (cálculo); estes últimos relacionados, inicialmente, com os seus jogos e interesses.


2.7. Maior concentração no seu trabalho.


2.8. Começa a cooperação entre as crianças.


2.9. Gosta de explicar o seu próprio trabalho para receber a aprovação dos adultos que estima.




3. Actividades das pessoas implicadas na sua educação

3.1. Ajudar a que demonstre a sua eficácia através de ordens simples e de pequenas ajudas.

32. Estimular, fomentar e orientar o seu bom humor.

3.3. Usar de sinceridade nas respostas que nos pede e exige.

3.4. Possui boa capacidade para se lhe ensinar a tocar instrumentos e criar composições simples.


3.5. Está numa fase em que a figura da mãe ocupa o centro do seu universo. Essa imagem será o meio que canalizara a sua formação e educação.


3.6. Entregar-lhe os objectos necessários para que trabalhe sozinha.


3.7. Procurar conhecer as características peculiares e individuais da criança, bem como as suas aptidões e carácter, para se poder orientar correctamente a sua personalidade e desenvolver as suas potencialidades.


3.8. Ajudá-la a concentrar-se durante algum período de tempo numa actividade para que aprenda a educar a sua atenção.

3.9. Apoiá-la e orientá-la continuamente em todos os campos e actividades.


3.10. Não levar muito a sério os seus "contos". Normalmente são o produto de não distinguir claramente o real do imaginário.

3.11. É uma etapa em que a criança está naturalmente aberta à actuação pedagógico-formativa dos pais e educadores.

3.12. A sua actividade e maturidade motriz capacita-a para a iniciação em determinados tipos de desportos.

3.13. É necessário que constantemente, em cada coisa que faz bem, seja elogiada e aplaudida.

3.14. Contar e ler-lhe histórias formativas que despertem a sua imaginação e a ajudem a fomentar o hábito da leitura.

3.15. Proporcionar-lhe, continuamente, experiências novas e concretas de acordo com a sua idade, pois está aberta a receber novos conhecimentos.
publicado por SoniaGuerreiro às 10:30
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01
Jun 07

1 de Junho, Dia Mundial da Criança

Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.

Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo. 

Os Estados Membros das Nações Unidas, - ONU - reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.

Nunca é demais lembrar, até porque poucas vezes isso tem sido feito, quais os direitos que assistem especificamente às crianças, e que estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança que foi elaborada em 1989 pelas Nações Unidas, que tiveram em consideração, entre outras coisas, o indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral desta Organização, que dizia que “a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais...”. 

A ONU  reconheceu também que “em todos os países do mundo há crianças que vivem em condições particularmente difíceis e a quem importa assegurar uma atenção especial, tendo devidamente em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e o desenvolvimento harmonioso da criança e a importância da cooperação internacional para a melhoria das condições de vida das crianças em todos os países, em particular nos países em desenvolvimento.” 

CRIANÇA!

Criança, tu és o conforto 
   Criança, tu és o amor.
   Tu, que tens alegria nos teus olhos
   E que aos outros ofereces amizade;

   Tu, que caminhas

Sem maus pensamentos
E que amas
   Sem rodeios Vem ...!

   Vem comigo.
   Dá-me a tua mão.
   Criança,
   Tu és o símbolo

   Do amor
   Da paz
   E da liberdade.
   Tu és o fruto
   Da inocência
   E da pureza.
   Criança
   Ajuda-nos a construir
   Um mundo bom,
  
Como tu
   Estrela brilhante!

(Poema de Paula Perna)

publicado por SoniaGuerreiro às 00:01
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12
Abr 07
A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
In
A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
Visão
É a mais pura das realidades! Gostei de ler....
publicado por SoniaGuerreiro às 23:17
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27
Jan 07

Está muito magrinho!
Gordura não é formosura e, ser magricelas, também não!

As crianças podem apresentar-se nesta idade muito magras. A verdade é que estão numa fase de crescimento rápido e parece que tudo o que comem desaparece sem lhes fazer qualquer proveito.

No entanto, não é verdade, se o seu crescimento é harmonioso se estão saudáveis, correm e brincam alegremente, provavelmente em breve, depois deste “pulo” no crescimento, ficarão mais fortes.

Preocupações de mãe

Todas as mães, ou quase todas, se o seu filho é magrito, desesperam. Especialmente se a criança anda no jardim-infantil e é lá que toma as suas refeições, pensam que a alimentação não é a melhor para a criança, ou que a deixam apenas comer quando quer e o que quer.

Se o seu caso é este: O seu filho está magro e embora seja uma criança saudável, você sabe que ele é um “pisco” a comer e que se não o lembrar das horas das refeições, nunca lhe pede nada para comer, tente melhorar as suas refeições em casa e peça que estejam atentos na escola com o que come.

Pequeno-almoço

Não deixe o seu filho sair de casa sem tomar o pequeno-almoço. Dê-lhe sempre leite. Com cereais, com chocolate ou até mesmo com chá. Os cereais (farinhas flocos ou pão) são uma refeição saudável e nutritiva.

E, se o seu filho se farta depressa de um cereal, com a variedade que hoje existe no mercado, é fácil alternar. Se sair de casa com um razoável pequeno-almoço, as suas preocupações diminuem com certeza.

Merendas

Geralmente as crianças na hora do recreio da manhã, gostam de comer um pequeno lanche. Se o seu filho é preguiçoso para comer, prepare-lhe apenas, um sumo natural, um iogurte bebível, ou até um pequeno snack de chocolate, especial para crianças.

Para a tarde, um pacote de leite ou sumo e um pãozinho de leite com queijo ou fiambre. Quando regressarem a casa, verifique sempre o que ele comeu.

Almoço no refeitório

Embora a maioria das crianças coma no refeitório, a verdade é que a comida da escola mão se compara à que comem em casa. No entanto, a alimentação é em geral apropriada à sua idade e às suas preferências. A massa é dos principais acompanhamentos, bem como a juliana de legumes.

O peixe é dos pratos menos servidos, tanto mais que é também um dos mais detestados pela maioria das crianças. A sopa faz parte integrante de todas as refeições. A sobremesa geralmente varia entre uma peça de fruta e um doce. Todavia a nível calórico e vitamínico, os refeitórios servem refeições de acordo com as necessidades básicas dos alunos.

Os comilões e os piscos

Na hora do almoço as crianças podem ter comportamentos muito diversos. Se os “piscos” esperam uma boa oportunidade para deixarem a comida esquecida no prato, para os mais comilões é a grande oportunidade de comerem mais do que devem.

Assim, podem estabelecer-se os primeiros acordos comerciais. Eu como o teu bife e a tua sobremesa e não conto a ninguém. Os comilões podem assim comer duas ou três sobremesas e... como não há uma vigilante para cada criança, pode ser que o seu filho, tenha a fama de comer tudo, apenas por que o seu parceiro do lado é um “comilão”.

Jantar em casa

Para uma boa alimentação, não interessa que o seu filho coma demasiado, o importante é que se alimente convenientemente. Umas colheres de uma sopa nutritiva, carne ou peixe com legumes e fruta. Antes de dormir um copo de leite morno.

Na dúvida...

E, se você pensa que o seu filho está mesmo demasiado magro, nada como consultar o pediatra e pedir-lhe a sua opinião. Provavelmente ele irá dizer-lhe que o seu filho está bem e se assim não for, recomendar-lhe-á um suplemento vitamínico ou qualquer medicamento para ter mais apetite caso ache necessário

publicado por SoniaGuerreiro às 14:09
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15
Jan 07

Um significativo número de crianças sofre da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade, o que em termos mais simples significa que não se conseguem concentrar nem estar sossegadas um só minuto que seja e que põem os «nervos em franja» a pais e professores. A situação torna-se preocupante quando estas crianças começam a frequentar a escola e o seu comportamento pode comprometer o desempenho escolar. Existem pais e professores que andam completamente desesperados com o comportamento dos filhos e dos alunos.

São crianças que não conseguem estar paradas, dão respostas antes das perguntas terem sido concluídas, são completamente distraídas e distraem os colegas nas salas de aula, correm e sobem para cima de tudo, vivendo verdadeiras situações de risco. Em resumo, parece que foram ligados à corrente e nunca mais se lhes acaba a energia.

Vencidos pelo cansaço e sem saber como controlar os impulsos dos seus filhos, os pais recorrem à ajuda do pediatra, que lhes explica que as crianças sofrem da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade (SDAH), uma perturbação neurocomportamental frequente na infância.

Basta referir que até 20% das crianças em idade escolar podem ser afectadas por esta patologia, que tem especial incidência nos rapazes. A causa ainda não é conhecida, mas há a hipótese de haver uma base genética que determine a ocorrência da doença, como referem os especialistas do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra (CDC/HPC) no documento «A criança doente hiperactiva».

Existe uma grande dificuldade em conseguir distinguir entre o comportamento normal de uma criança e o daquela que tem SDAH, pois o diagnóstico é feito apenas com base em critérios comportamentais, porque não existe qualquer exame físico ou laboratorial que possa confirmar a doença. Sabe-se, no entanto, que é fundamental que os sintomas persistam por mais de seis meses e se tenham iniciado antes dos sete anos para se concluir a presença do SDAH.

Desatentos, hiperactivos e impulsivos

A falta de atenção, a hiperactividade e a impulsividade são três comportamentos característicos de quem sofre de SDAH. Estas crianças têm dificuldade em manter a atenção por períodos muito prolongados, parecem andar com a «cabeça nas nuvens», distraem-se com facilidade e evitam as tarefas que necessitem de grande concentração.

A hiperactividade surge muitas vezes aliada a um comportamento impulsivo, o que leva a atitudes descontroladas: as crianças respondem a perguntas que não foram concluídas, não conseguem aguardar pela sua vez, interrompem os colegas e têm dificuldade em permanecer sentados.

Os educadores de infância e os professores deparam-se com grandes dificuldades quando têm uma criança hiperactiva na sua sala de aula. Além de distrair os colegas, o aluno hiperactivo está permanentemente desatento, o que dificulta a sua aprendizagem.

«Não há qualquer razão para que todas as crianças tenham que ter as mesmas tarefas ou a mesma abordagem pedagógica, desde que tenha lugar o ensino dos mesmos conceitos e ou princípios», alerta o Dr. José Eduardo Boavida, pediatra do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra, que deixa algumas dicas que podem facilitar a vida a alunos e professores durante as aulas.

Sentar o aluno próximo do professor e inseri-lo numa turma reduzida pode ser uma das primeiras medidas a tomar, depois há que ter em conta que estas crianças sofrem de um défice de atenção, por isso devem ter um apoio individualizado, e as actividades devem ser feitas de acordo com a própria capacidade de concentração do aluno.

Estimular para tratar

Quando os pais ou os professores perdem por completo a paciência, a tendência pode ser a de castigar os pequenos terríveis, o que não soluciona, e pode mesmo agravar, a situação.

«Antes de mais, é fundamental que todos vejam esta síndroma como um problema comportamental e de saúde da criança e não como um problema disciplinar», referem os especialistas do CDC/HPC.
Os pais e docentes devem assumir «uma atitude positiva, tentando valorizar e reforçar comportamentos adequados, evitando a crítica frequente e situações que levem previsivelmente ao insucesso», explicam os médicos do CDC/HP, o que às vezes não é fácil.

Os medicamentos podem ajudar estes pequenos doentes a ter uma vida menos agitada. Ao contrário do que se possa pensar, não é com calmantes que se modifica o comportamento destas crianças, mas com estimulantes, psicoestimulantes.
Estes fármacos são eficazes na melhoria da atenção, o que tem consequências positivas ao nível do desempenho escolar e trazem benefícios na redução da hiperactividade e impulsividade.

Estes psicoestimulantes só estão disponíveis em meio hospitalar, logo o seu acesso está condicionado através do seguimento da criança em consulta especializada. Apesar da ajuda que dão a quem convive com estas crianças, estes medicamentos devem ser utilizados de forma descontínua e as férias, os fins de semana e os feriados são as alturas ideais para «descansar» desta terapêutica. Para os pais e professores estas substâncias fazem verdadeiros milagres na alteração dos comportamentos das crianças. José Eduardo Boavida refere casos em que os pais desesperam quando o medicamento esgota nos hospitais portugueses. Há situações em que vão mesmo até Espanha para conseguirem comprar o fármaco.

Hiperactivas ou apenas indisciplinadas?

Uma das dificuldades com que os pais e educadores se deparam frequentemente é como saber se toda aquela actividade excessiva é normal nas crianças ou se já está a passar dos limites. Para determinar se uma criança sofre de SDAH existem critérios. Mas, atenção, devem coexistir pelo menos seis em cada nove destes sinais para que se diagnostique a doença.

Sintomas de inatenção:

1. Não dá atenção aos detalhes ou comete erros por descuido.
2. Dificuldade em manter a atenção durante tarefas ou jogos.
3. Parece não escutar.
4. Não segue as instruções e não termina as tarefas.
5. Dificuldade em organizar tarefas e actividades.
6. Evita ou não gosta de iniciar tarefas que requeiram atenção.
7. Perde facilmente o material.
8. Distrai-se facilmente com estímulos externos.
9. Esquece-se com facilidade das tarefas diárias.

Sintomas de hiperactividade e impulsividade:

1. Mexe permanentemente os pés.
2. Não se mantém sentado quando deve.
3. Corre e trepa de forma excessiva em situações inapropriadas.
4. Dificuldade em se envolver em actividades de forma calma.
5. Parece ligado à electricidade e está sempre pronto a mudar.
6. Fala excessivamente.
7. Responde antes da pergunta ser completada.
8. Dificuldade em esperar pela sua vez.
9. Interrompe e intromete-se com os outros.

publicado por SoniaGuerreiro às 22:18
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