04
Jan 07

A dor é, por vezes, tão insuportável que se procura um quarto escuro e silencioso.
É a enxaqueca, uma patologia neurológica com custos sociais preocupantes e que priva os indivíduos das suas faculdades durante as crises. A proporção da sua prevalência é de 2 mulheres para 1 homem.

A enxaqueca é entendida como uma patologia incapacitante e assume muitas variedades. O início das crises projecta-se, por vezes, na primeira infância. Os adolescentes são igualmente atingidos, mas com sintomas ligeiros e de curta duração, quando comparados aos adultos.

O tempo de duração das crises é variável, segundo nos explica o Prof. Pereira Monteiro, neurologista no Hospital de Santo António, no Porto, e presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN).
«Chegam a durar entre 4 a 72 horas e a frequência com que surgem situa-se, em média, entre duas a seis crises de enxaqueca por mês.» Se estes limites forem ultrapassados, poderá não ser enxaqueca ou então estará associada a uma outra patologia, por identificar.

Este responsável aproveita para salientar os custos sociais da elevada prevalência e frequência de crises de enxaqueca: «Obriga a perdas de dias de trabalho e leva à diminuição das capacidades do indivíduo em mais de 50%, durante as crises.»

Olhando para as formas mais comuns, temos a enxaqueca sem aura, que afecta 60% da população com enxaqueca. Por outro lado, a enxaqueca com aura atinge uma franja de 10 a 20% dos doentes com enxaqueca. Neste caso, considera-se as auras visuais, que se caracterizam pela visualização de luzes, de cores diferentes, formas em espiral, linhas em paliçada (a cor ou a preto e branco) que se alternam em flashes.

Noutras manifestações da aura, próprias da enxaqueca, podem surgir formigueiros, falta de força na totalidade ou numa metade do corpo. As perturbações da fala ou as alucinações constituem sinais mais raros. A enxaqueca surge em indivíduos geneticamente predispostos, com uma vasta história desta doença na família. Mas também existem factores exógenos que a desencadeiam.

«As perturbações do sono, o stress, determinados alimentos que ingerimos, como o queijo, o chocolate e citrinos são factores exteriores ao indivíduo que conduzem a um quadro de enxaqueca», considera este especialista. Esta doença neurológica é crónica e tem uma expressão clínica que se revela de forma intermitente, ou seja, vai e volta.

«Esta doença provoca incapacidade nos indivíduos que dela sofrem, seja nos estudos, no trabalho doméstico ou no desempenho profissional», esclarece Pereira Monteiro, que nos aponta alguns dados relativos a um estudo realizado na cidade do Porto: «Verificámos que 9% dos indivíduos padece de formas de enxaqueca pura e que 12% apresenta quadros desta doença associados a cefaleias de tensão.»

Na opinião deste clínico, a enxaqueca não tem sido tratada da maneira mais correcta, isto é, logo ao primeiro tratamento. Por vezes, os tratamentos demonstram uma eficácia reduzida, o que leva a um efeito perverso: os doentes não voltam ao consultório do médico.

«Agora existem novos medicamentos e abordagens terapêuticas que tendem necessariamente a resolver o problema do paciente no primeiro tratamento», afirma Pereira Monteiro. No entanto, o presidente da SPN previne que cada caso é uma realidade específica, merecendo uma abordagem particular.

Travar a dor

O tratamento é elaborado caso a caso. Mas, de uma forma geral, eis as orientações terapêuticas para casos de enxaqueca moderada ou grave:

  • Utilização de fármacos mais potentes, como os triptanos, que apresentam um bom grau de eficácia;

Tratamento preventivo:

Quando as crises são muito frequentes e severas o suficiente para causar incapacidade na pessoa, a recomendação aponta para a toma diária de comprimidos durante um período de dois a seis meses.

Sem comprimidos à mão

Aconselha-se o repouso, o silêncio, a escuridão e o sono, porque dormir ajuda a que a crise passe. Mas a medicação é insubstituível.

Os sintomas da enxaqueca

  • Dores intensas e latejantes em metade ou na totalidade da cabeça;
  • Agrava-se com o esforço;
  • Alivia com o repouso e o sono;
  • Causa osmofobia (intolerância ao cheiro), fonofobia (intolerância ao barulho) e fotofobia (intolerância a luz);
  • Náuseas e vómitos; nas crianças pequenas este é um dado que ajuda a identificar a doença, bem como as explicações que elas dão sobre o que sentem.

publicado por SoniaGuerreiro às 12:04
tags:

03
Jan 07

A ideia de que há brinquedos para meninos e para meninas está ultrapassada e reflecte um preconceito que há muito deveria ter sido eliminado.

A brincadeira e os brinquedos ocupam um lugar essencial na vida de todas as crianças e é desta forma que elas assimilam a realidade e o mundo exterior, construindo o "mundo interno".

É nesta tarefa que ganham confiança, vivem sentimentos e aprendem com os erros e os êxitos. No entanto, muitas vezes a brincadeira e especialmente a escolha dos brinquedos é toldada por preconceitos que, só quando são evidenciados, se tornam reais.

A escolha das cores ou da decoração do quarto, a preferência por este ou aquele brinquedo, levam a que muitas vezes os pais, inconscientemente, separem meninos e meninas.

O preconceito

Porque podem as meninas brincar com os carrinhos ou jogar à bola, e os meninos não podem passear um "bebé" no carrinho?

Na realidade este preconceito vem de há muito tempo, quando os homens praticamente se limitavam a trabalhar e eram as mulheres que cuidavam dos filhos, preparavam a comida, tratavam da roupa... Este conceito, transmitido de gerações em gerações, envolvia as crianças desde muito pequenas e, como cada sexo tem a tendência natural para imitar o seu semelhante, seria difícil encontrar meninos a brincarem com bonecas. Essa "tarefa" estava reservada às meninas.

Mudanças subtis

Mas o "mundo já não é o mesmo de há uns anos" e hoje em dia as mulheres têm uma vida profissional muito mais activa. Logo, os exemplos que as crianças observam e adquirem, são também diferentes.

Hoje em dia, ninguém se espanta quando se vê um pai a vestir ou a pentear o filho ou até a mudar-lhe publicamente a fralda. Cuidar de um filho tornou-se uma tarefa repartida que também os meninos observam e assimilam como sendo dos homens. Então, se o papá veste a roupinha do bebé, porque não pode ele fazer o mesmo com a boneca?

Algumas diferenças

Os homens têm tendência para serem mais práticos. Isto significa que, quando lhes é destinada, por exemplo, a tarefa de vestir a criança, se limitam a tal. Pegam numas calças, numa t-shirt, num par de ténis... e já está.

As mulheres, pelo seu lado, reparam mais nos pormenores, o que as leva a combinarem cores, a escolherem acessórios... Daí que muitas vezes se oiçam algumas reclamações ao trabalho realizado pelo papá (muito orgulhoso porque vestiu a sua menina...), por parte da mamã que tem um sentido estético mais elaborado.

Dar tempo ao tempo

Estas experiências com todos os tipos de brinquedos continuarão até à idade em que as crianças se começam a identificar com o seu sexo e começam a querer comportar-se como homens e mulheres. Sem serem obrigados a tal comportamento, os meninos são atraídos para brincadeiras mais movimentadas e de contacto físico, enquanto as meninas seguem outro caminho, com atitudes e brincadeiras mais calmas.

Esta divisão deve-se a factores naturais e característicos de cada sexo. Outro factor também bastante importante é o facto da necessidade de serem aceites em grupo, pelo que cada um brinca de acordo com as tendências do seu grupo de amigos. Os meninos jogam à bola e as meninas juntam-se em grupinhos para brincar com as suas barbies.

As crianças aprendem dia-a-dia e necessitam de experimentar para saberem se obtêm a aprovação da mamã e do papá. Como tal, cabe aos seus modelos, facilitarem-lhe todos os instrumentos para que aprendam. Antes de classificar o comportamento como "pouco próprio de um menino" ou de "uma menina", observe-os.

Certamente irá encontrar naquela brincadeira, situações e exemplos que lhe deu na vida real e que a criança transportou para o seu imaginário. A verdade é que assimilou mais um conhecimento e não é razão para preconceitos.

publicado por SoniaGuerreiro às 19:46

Um homem passa perto do esqueleto de uma Zebra perto de Isinya, Quénia. Centenas de pessoas perderam a vida devido há falta de alimentos e água em África.

 

A juíza brasileira de lançamento do dardo, Lia Mara Lourenço, é socorrida por colegas e médicos depois de ser atingida no pé por um dardo, lançado no aquecimento de um participante.

Um bombeiro verifica o interior de um carro depois da subida do nível da água numa ponte, consequência das fortes chuvas em Málaga, Espanha.

Uma homenagem de luzes é projectada no céu de Manhattan, Nova Iorque. O tributo colorido assinala o quinto aniversário dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nas Torres Gémeas.

Crianças recém nascidas são colocadas na água pelos pais e por enfermeiras.

Adeptos da terapia de lama perto de uma casa em Anshan, China. Acredita-se que a lama mineral ajuda no tratamento de doenças de origem nervosa.

publicado por SoniaGuerreiro às 14:50
tags:

Quatro surfistas apanham uma onda de 7 metros na praia de Waimea, no Havai.

publicado por SoniaGuerreiro às 14:44
tags:

Este fim de semana estamos de casório, casam os nossos amigos e vizinhos Estrela e Sara.

 Muitas felicidades!!

publicado por SoniaGuerreiro às 14:30
tags:

01
Jan 07

Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos.

Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer.

O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer.

(...)

Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.

(Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

publicado por SoniaGuerreiro às 23:58

Finalmente estão de volta as sms, já tenho saudades de estar sempre a enviá-las. É um vicio, saudável.
publicado por SoniaGuerreiro às 23:34
tags:

No ultimo dia do ano, decidimos ir passear até Évora, fomos cedo, passeamos e depois fomos ás já famosas bifanas, num cafezito conhecido do Juca. Simplesmente fabulosas! Évora continua linda e cheia de turistas.

 Este senhor deve ser alguma das figuras tipicas da Praça do Giraldo, achei-o engraçado e fotografámo-lo.

À noite foi jantar com os kotas guerreiros e depois fomos de garrafa de champanhe de baixo do braço até ao Parque de Feiras em Beja ver o fogo de artifico, foi girissimo!

publicado por SoniaGuerreiro às 23:18

Janeiro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
17
18
19
20

21
22
24
25
26

28
30
31


subscrever feeds
Email
ainosccguerreiro@sapo.pt
mais sobre mim
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO