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Mai 07

Cabelos, símbolo de sensualidade e virilidade - Conheça o couro cabeludo!

O cabelo é a moldura do rosto e o único adorno natural. Para os homens representa virilidade e juventude. Já para as mulheres significa sensualidade e beleza. Independentemente da cor e forma, é o reflexo da nossa saúde. Deve, pois, receber o mesmo tratamento que as outras zonas do corpo.

Ter um cabelo bonito exige cuidados, dá trabalho, mesmo que não existam quaisquer problemas. Loiro, castanho ou ruivo, é necessário cuidá-lo para permanecer bonito, à semelhança do que habitualmente se faz com a pele.

O couro cabeludo é um órgão vivo, protegido pelo filme hidrolipídico e apresenta reacções de sensibilidade (ao medo, ao frio, ao calor ou ao prazer). O filme hidrolipídico tem um efeito de barreira e de filtro, é composto por duas fases – aquosa e oleosa –, está presente na superfície da camada córnea e assegura a coesão e a elasticidade das células.

Cada fio de cabelo é composto por três partes – cutícula, córtex e medula – e tem um ciclo regular que se desenvolve em três fases. A saber: anagénica, catagénica e telogénica.

Resta salientar que o cabelo se divide em duas partes distintas: haste capilar e raiz. Depois desta breve apresentação, nada como aprofundar conhecimentos...

Conheça o couro cabeludo!

À semelhança da pele do corpo, o couro cabeludo é composto por três camadas sobrepostas: epiderme, derme e hipoderme. Porém, é mais espesso e mais resistente que o resto da pele e contém ainda as raízes dos cabelos.

  1. Epiderme É o local de reprodução das células, da sua renovação por divisão celular – mitose – e eliminação pela camada córnea. As células que se formam na camada germinativa pigmentam-se e de seguida perdem o núcleo e são, progressivamente, eliminadas ao nível da camada córnea.
    A epiderme é constituída por cinco camadas de células, sobrepostas da seguinte forma:
    • camada germinativa;
    • camada de Malpighi;
    • camada granulosa;
    • camada clara;
    • camada córnea.


  2. Derme É a parte fundamental da pele. Trata-se de um tecido conjuntivo elástico, homogéneo, que permite a protecção interna e a resistência aos choques. É na derme que se situam as glândulas sebáceas e sudoríparas, a implantação dos cabelos e das fibras nervosas e os sistemas sanguíneo e linfático. O tecido conjuntivo da derme é formado por fibras de colagénio e elastina, pelo que assegura a tonicidade e elasticidade da pele. Além do mais, o facto de possuir 60% de água faz com que seja o reservatório da pele.

  3. Hipoderme É a parte mais profunda e o tecido de suporte da pele. É o isolante térmico que amortece as sensações de dor. Os folículos pilosos e algumas glândulas sudoríparas encontram-se nesta camada.

O couro cabelo é, ainda, protegido pelo filme hidrolipídico. Presente na camada córnea, este componente assegura a coesão e a elasticidade das células, tem o efeito de barreira e de filtro e é constituído por duas fases: aquosa e oleosa. No fundo, o filme hidrolipídico é composto pela associação da gordura com a transpiração. Tem pH 5 e protege a pele das infecções microbianas e micóticas e da desidratação.

Finalmente, o cabelo...

O diâmetro do cabelo varia entre 0,05 e 0,12 mm, consoante a raça e idade. O cabelo do recém-nascido caracteriza-se por ser muito fino, mas com o passar dos anos torna-se mais espesso. É também com a idade que o cabelo vai perdendo diâmetro.

Diariamente, o cabelo cresce cerca de 0,4 mm, podendo atingir o comprimento máximo de 90 cm. Em 1 cm2 de couro cabeludo é possível encontrar até 50 cabelos. Estes podem durar de 2 a 6 anos.

Cutícula, córtex e medula

Estas são as três partes do cabelo. Conheça-as melhor.

Cutícula: é constituída por células córneas translúcidas sobrepostas como as escamas de um peixe ou as telhas de um telhado. Estas escamas formam a parte externa do cabelo e protegem-no. Num cabelo saudável e brilhante, as escamas devem estar fechadas.

Córtex: composto por células córneas alongadas, pigmentadas e ligadas entre si por pontes de dissulfureto, assim designadas por serem compostas por dois átomos de enxofre.

Medula: possui células arredondadas, pouco coesas e, muitas vezes, separadas por ar. O cabelo estrutura-se, ainda, em duas partes: a haste capilar e a raiz. A primeira é a parte livre e visível do cabelo à superfície da pele, que está inserida obliquamente no folículo piloso. A raiz termina numa espécie de bolsa, que corresponde ao bolbo piloso (zona de crescimento), e no seio deste encontra-se a papila dérmica.

In Saude Sapo


publicado por SoniaGuerreiro às 16:55
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73% dos adultos portugueses nunca fizeram o teste da SIDA

Lisboa, 28 de Setembro de 2006 – Um estudo desenvolvido pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida – Alto Comissariado da Saúde e Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) / Comissão Especializada de Meios Diagnósticos in vitro (CEMD) revela que apesar de um reconhecimento da SIDA enquanto problema de saúde pública (89,5%), a maioria da população portuguesa nunca realizou provas para a detecção da infecção VIH/sida.

Apenas 26,5% dos inquiridos referem já ter feito o teste da SIDA, sendo que destes 47% o fez por iniciativa própria.

Numa acção de esforço para alterar esta realidade, e levar a que um maior número de pessoas faça o rastreio, a APIFARMA/CEMD e a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA, acabam de assinar um protocolo de cooperação do qual irá resultar uma campanha de sensibilização no âmbito do diagnóstico da SIDA.

O estudo teve como principal objectivo avaliar a percepção dos portugueses em relação à SIDA, o grau de preocupação com o problema, formas de transmissão, reconhecimento do risco inerente e conhecimento das plataformas de apoio e informação sobre o vírus.

A generalidade dos inquiridos (89,5%) demonstra reconhecer a infecção VIH/sida enquanto um real problema de saúde pública e 85,1% afirma preocupar-se de facto muito com este problema.

João Gomes Esteves, Presidente da APIFARMA, sublinha que “apesar de existir um conhecimento generalizado sobre o que é a SIDA e a forma como afecta a sociedade, é curioso e preocupante verificar que, mesmo apesar deste conhecimento e de toda a informação e apelos que diversas entidades fazem relativamente a este flagelo, de 2005 para 2006 houve ligeiros decréscimos relativamente à preocupação com a SIDA".

"É necessário que pessoas de ambos os sexos e de todas as idades se consciencializem que efectivamente não acontece só aos outros.”

O posicionamento dos inquiridos face à realização do teste da SIDA reflecte-se ainda no que respeita a quem deve realizar o diagnóstico. 47,3% da amostra considera que toda a população deveria fazer o teste, sendo que os restantes inquiridos consideram que devem ser apenas os toxicodependentes e a população mais vulnerável a realizá-lo.

O estudo levado a cabo pela Marktest analisou ainda o conhecimento dos inquiridos face aos Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH (CADs), verificando um crescimento do número de pessoas que estão informadas sobre estes locais, face a 2005 (57,7% em 2005 e 61% em 2006).

Para Henrique Barros, Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida,

“A criação de uma rotina de diagnóstico na população, além de constituir uma acção preventiva à transmissão do VIH, permite também tratar mais cedo, conseguindo-se assim maior qualidade e esperança de vida nas pessoas VIH positivas, bem como obter um conhecimento epidemiológico da doença mais próximo da realidade”.

97,5% da amostra refere ainda as relações sexuais desprotegidas como a principal forma de transmissão do VIH, destacando-se o facto de ainda existirem preconceitos face à forma de contágio, tendo 5% indicado o aperto de mão e o abraço como uma forma de transmissão.

A SIDA, provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), entra no organismo através do contacto sexual desprotegido com uma pessoa infectada, contactos sanguíneos, e da mãe infectada para o filho, apesar desta última forma de transmissão poder ser evitada mediante diagnóstico e tratamento precoce.

Ao entrar no organismo o VIH ataca o sistema imunológico, tornando a pessoa infectada (seropositiva) permeável a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas.

Em Portugal, a estimativa da UNAIDS aponta para cerca de 32.000 pessoas infectadas, afectando principalmente a faixa etária entre os 15 e 40 anos de idade.

Ficha técnica: O universo deste estudo foi constituído por indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra foi composta por 810 entrevistas, sendo que os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade e Região (6 Regiões Regiões Marktest). Os inquiridos foram seleccionados aleatoriamente a partir de uma base de telefones residenciais, com recurso a entrevista telefónica. A recolha de informação decorreu entre os dias 29 de Agosto e 1 de Setembro de 2006 pela Marktest utilizando um questionário estruturado com perguntas fechadas e abertas.

In Saude Sapo

publicado por SoniaGuerreiro às 16:43
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