06
Jun 07

Problemas de aprendizagem mais comuns que se possa pensar, e que felizmente professores e pais cada vez mais estão sensibilizados para a sua existência.

Três palavrões que assustam, e pior, que podem limitar em muito o desenvolvimento escolar e cognitivo da criança, se não reconhecidos a tempo.

Para tais palavrões o técnico (neste caso o Psicólogo) tem que desmistificar, dando o máximo de informação e orientação a todos os intervenientes com o problema. Não esquecendo que a criança na maioria das vezes sofre um processo de ridicularização, pois estas crianças facilmente são rotuladas como (preguiçosas, memória curta, burros, etc.), e isto vindo tanto dos seus pares, família e escola, levando na maioria das vezes a uma perca de auto-estima, depressões e a comportamentos defensivos difíceis de posterior correcção.

Perante a delicadeza exigida na abordagem de tais dificuldades de aprendizagem é fundamental que o diagnóstico seja o mais fiável e discriminatório possível acompanhado pelas imprescindíveis estratégias de acção.

Reinhld Berlin em 1884, foi o primeiro a introduzir o conceito de Dislexia, cuja sua definição era “condição que ocorria quando uma pessoa de inteligência normal tinha dificuldades em ler”.

A definição que reúne maior consenso hoje em dia é a de Critchley (1970) “trata-se de uma perturbação que se manifesta na dificuldade em aprender a ler, apesar de o ensino ser convencional, a inteligência adequada, e as oportunidades socioculturais suficientes. Deve-se a uma incapacidade cognitiva fundamental, frequentemente de origem constitucional”.

Existem 3 tipos de Dislexia

A auditiva, visual e a combinação das duas, o erro mais comum é perante tal informação se julgar que a criança apresenta dificuldades tanto visuais como auditivas mas não, o problema está no processamento cerebral tanto da informação proveniente da visão como da audição.

Alguns sinais gerais que podem levantar suspeita de uma Dislexia (mas atenção só por si não querem dizer grande coisa terá sempre procurar ajuda presencial de um Médico ou Psicólogo).

  • Problemas no reconhecimento ou na ortografia das palavras
  • Problemas de ortografia
  • Inversão de letras
  • Fraca memória a curto prazo
  • Fraca qualidade na letra
  • Problemas de discriminação visual
  • Problemas de percepção espacial
  • Dificuldades em rever textos e em identificar erros
  • Atraso na estruturação e no conhecimento do esquema corporal
  • Vocabulário pobre

Características do subtipo de dislexia auditiva:

  • Atraso da linguagem
  • Anomia ou dificuldades de denominação
  • Deficiências na fala
  • Erros na leitura por problemas nas correspondências grafema-fonema
  • Erros na escrita por problemas nas correspondências fonema-grafema
  • QI verbal mais baixo que o de realização

Características do subtipo de dislexia Visual:

  • Problemas de orientação direita esquerda
  • Disgrafia ou fraca qualidade da letra
  • Erros de leitura que implicam aspectos visuais (inversão de letras, p/q)
  • Erros ortográficos
  • QI de realização inferior ao verbal

Disortografia

Podemos definir Disortografia como “o conjunto de erros da escrita que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia” (Garcia 1989)

Na Disortografia vamos encontrar erros apenas na escrita, sem que se repitam na leitura.

Disgrafia

Se de origem neurológicas, “agrafias, que constituem uma manifestação das afasias e implicam anomalias do grafismo, as quais representam, de certo modo, equivalentes articulatórios da linguagem”

Numa abordagem funcional, “trata-se de perturbações da escrita que surgem em crianças, e que não correspondem a lesões cerebrais ou problemas sensoriais, mas a perturbações funcionais”.

O sujeito não chega a fixar a relação entre os sons escutados e a representação gráfica dos mesmos.

Na Disgrafia motora, existe compreensão da relação entre os sons escutados e sua representação gráfica, mas verifica-se dificuldades na escrita em consequência de uma motricidade deficiente.

A intervenção e reeducação na Dislexia, Disortografia e Disgrafia deverá ser sempre que possível feita por equipas pluri e multidisciplinares.

Com este texto pretende-se que o leitor possa se elucidar um pouco mais sobre o tema, e se for o caso possa explorá-lo com uma outra atitude. Para tal livros como:

Dislexia, Disortografia e Disgrafia da (Mc Graw Hill)

Como apoiar um filho disléxico da (editora Estampa)

São uma razoável ajuda, para um trabalho de Reeducação Pedagógica, os livros de exercícios (Dislexia Vol 1 e 2, da Porto Editora), também são uma boa opção.

A Dislexia pode-te provocar limitações, cabe a ti procurares ajuda e trabalhando os teus pontos fortes arranjares estratégias para minorares e ultrapassares algumas dessas limitações.

In

http://www.p-albuquerque.com/

publicado por SoniaGuerreiro às 23:28
tags:

Fruta e legumes na alimentação: a nova Roda dos Alimentos

A Roda dos Alimentos mudou e também as recomendações da OMS sobre Alimentação Saudável.

Para tentarmos perceber estas alterações, fizemos uma série de perguntas à Drª. Alexandra Bento, Presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Eis o que nos respondeu.

Como é constituída a nova Roda dos Alimentos e quais são as principais alterações, relativamente ao tínhamos aprendido anteriormente?

A Roda dos Alimentos é uma imagem ou representação gráfica que ajuda a escolher e a combinar os alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária.

É um símbolo em forma de círculo que se divide em segmentos de diferentes tamanhos que se designam por Grupos e que reúnem alimentos com propriedades nutricionais semelhantes.

A Roda dos Alimentos Portuguesa foi criada já em 1977 para a Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”. A evolução dos conhecimentos científicos e as diversas alterações na situação alimentar portuguesa conduziram à necessidade da sua reestruturação.

A nova Roda dos Alimentos agora apresentada mantém o seu formato original, pois este é já facilmente identificado e associa-se ao prato vulgarmente utilizado. Por outro lado, e ao contrário da pirâmide, o círculo não hierarquiza os alimentos mas atribui-lhes igual importância.

A subdivisão de alguns dos anteriores grupos e o estabelecimento de porções diárias equivalentes constituem as principais alterações implementadas neste novo guia.

A nova Roda dos Alimentos é composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária:

  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carnes, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

A água, não possuindo um grupo próprio, está também representada em todos eles, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Sendo a água imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância diariamente. As necessidades de água podem variar entre 1,5 e 3 litros por dia.

Cada um dos grupos apresenta funções e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si.

Dentro de cada grupo estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes, podendo e devendo ser regularmente substituídos uns pelos outros de modo a assegurar a necessária variedade.

De uma forma simples, a nova Roda dos Alimentos transmite as orientações para uma Alimentação Saudável, isto é, uma alimentação:

  • completa - comer alimentos de cada grupo e beber água diariamente;
  • equilibrada - comer maior quantidade de alimentos pertencentes aos grupos de maior dimensão e menor quantidade dos que se encontram nos grupos de menor dimensão, de forma a ingerir o número de porções recomendado; e
  • variada - comer alimentos diferentes dentro de cada grupo variando diariamente, semanalmente e nas diferentes épocas do ano.

 

In Saude Sapo

publicado por SoniaGuerreiro às 23:17
tags:

Uma História Simples

Assim que entrou no infantário, aos três anos, Gaspar revelou ser uma criança diferente. A mãe ficou surpreendida quando o ouviu queixar-se: «Os meninos lá só brincam!». Durante 15 dias, chorou e pediu para ficar em casa, até que Maria de Lurdes Machado desistiu e optou por ser ela a tomar conta do filho. O que parecia ser uma situação passageira tornou-se uma realidade diária, finalmente compreendida quando testes certificaram que Gaspar era sobredotado. Agora com 12 anos, continua a ser difícil lidar com ele, tanto em casa como na escola.

Professora do ensino secundário, Maria de Lurdes sempre deu aulas à noite, reservando o dia para estar com o filho. Juntos, passeavam pela praia , perto da sua casa em Marisol. Aos cinco anos, Gaspar conhecia de cor os ossos dos dinossauros e ia para a praia à procura de fósseis. Era muito apegado à mãe e não queria brincar com as outras crianças.

Apesar de calado e introvertido, nada fazia prever que a entrada no mundo escolar fosse tão difícil. «Foi um suplício», lembra Amaro Machado, engenheiro civil e pai de Gaspar. No primeiro ano dizia que «a professora era muito bonita» e não tinha dificuldades na aprendizagem. Mas no segundo tudo mudou: começou a rejeitar a escola. Os pais assustaram-se, sem saber o que fazer. Aconselharam-se junto da professora que os tranquilizou - o Gaspar aprendia mais depressa que as outras crianças e por isso aborrecia-se nas aulas.

A situação normalizou-se até à entrada no 1º ciclo. Com 10 anos, só a oferta de um computador o persuadiu a ir às aulas. Hoje, elucidados, os pais entendem a reacção de Gaspar: «Tudo o que é novo, ele rejeita», explica o pai. E a mãe completa: «Tem a mania que aprende sozinho, que é autodidacta».

Os conflitos na escola e o mau aproveitamento em algumas disciplinas intrigaram os pais, que há muito desconfiavam que Gaspar não era uma criança como as outras. Maria de Lurdes começou a «juntar as peças do puzzle». A sobredotação era um tiro no escuro. Leu acerca do assunto e descobriu a primeira organização que dava apoio e aconselhamento a sobredotados, o CPCIL, em Lisboa, criado por Manuela Esteves da Silva. No Porto existe um organismo idêntico, o Instituto da Inteligência.

No CPCIL realizou testes que avalizaram da sua sobredotação. Resultado? A confirmação das suspeitas e a continuação de um período difícil. Com uma nova mudança de escola no 7º ano, Gaspar preferiu um estabelecimento onde a mãe não ensinasse. Não fez amigos e anda sozinho. A sua maior companhia é o computador do escritório do pai. Durante os intervalos e depois das aulas, encontra ali o seu refúgio, navegando pela Internet. Por vezes leva os amigos da rua - os únicos.

A ausência de sociabilidade e os problemas escolares de Gaspar levaram os pais a procurar ajuda junto de uma psicóloga. Esta concluiu que ele é superiormente sobredotado e adiantou que «ele pensa como um adulto mas reage como uma criança». A sua parte emotiva está atrasada, derivado ao facto de Gaspar ser um sobredotado cognitivo.

Os professores não percebem nem aceitam a atitude do aluno: «A postura dele é arrogante, dizem os professores que pensam que ele está a desafiá-los», resume o pai: Amaro Machado explicou a situação à Directora da escola e falou com alguns docentes, mas o filho continua a ser penalizado por alguns professores, que não têm preparação nem sensibilidade para a área.

Os sobredotados, fisicamente iguais a qualquer outra pessoa, não são visíveis. A maioria das pessoas - incluindo os educadores - julgam que se eles têm uma inteligência superior, não podem ter dificuldades na escola, o que nem sempre acontece. Além disso, não há uma legislação que ajude estas crianças e jovens a ser tratados consoante o seu perfil.

Como Gaspar, existem cerca de 50 mil crianças sobredotadas em Portugal. A maioria delas não foi identificada, o que indicia a negligência de que são alvo, sobretudo por falta de informação. Sem apoio na escola nem compreensão em casa, as crianças são as maiores prejudicadas.

Quem são os melhores amigos de Gaspar? O mais próximo é o computador, depois o cão e a gata, por fim o David, um amigo de 17 anos. Que mais se pode dizer?

publicado por SoniaGuerreiro às 23:11

HOMEM DE COR

Quando nasci eu era preto.
Quando cresci fiquei preto.
Quando estou doente fico preto.
Quando apanho sol fico preto.
Quando estou com frio fico preto.
Quando tenho medo fico preto.
Quando morrer ficarei preto.

Mas tu “homem BRANCO”,
Quando nasces és cor-de-rosa,
Quando cresces ficas branco,
Quando apanhas sol ficas vermelho,
Quando sentes frio ficas roxo,
Quando sentes medo ficas verde,
Quando estás doente ficas amarelo,
Quando morres ficas cinzento,
E ainda tens a lata de me chamar:
"homem de cor
!"

Autor anónimo

publicado por SoniaGuerreiro às 22:51
tags:

Junho 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11

17
19
20
21
23

24
26
28
30


subscrever feeds
Email
ainosccguerreiro@sapo.pt
mais sobre mim
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO