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Out 07
O município de Beja entrega segunda-feira as Chaves da Cidade aos Príncipes das Astúrias, D. Felipe e D. Letizia, as primeiras individualidades estrangeiras a serem agraciadas com aquele alto galardão municipal.
A entrega das chaves vai decorrer durante uma visita daqueles elementos da Casa Real espanhola ao Alentejo, a convite e acompanhados pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que inclui a passagem por Beja e uma deslocação a Alqueva.
Em Beja, após uma visita, a partir das 12:00, à Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, um dos mais belos templos barrocos do Sul de Portugal e que alberga o Museu Episcopal, os Príncipes das Astúrias são recebidos, meia hora depois, nos Paços do Concelho, para uma cerimónia em que lhes serão entregues as Chaves da Cidade.
"Trata-se de um gesto simbólico para assinalar e agradecer a visita ilustre dos Príncipes das Astúrias", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Beja, Francisco Santos.
De acordo com a autarquia, esta é a terceira vez que o município de Beja atribui as Chaves da Cidade, anteriormente entregues, em 1843, à rainha D. Maria II, e, em 1987, ao então Presidente da República, Mário soares.
Apenas titulares de órgãos de soberania nacionais e estrangeiros, diplomatas estrangeiros ou personalidades nacionais de relevo podem ser agraciadas com as Chaves da Cidade de Beja, segundo o município.
Após um almoço privado, ainda em Beja, Cavaco Silva, D. Felipe e D. Letizia seguem para Alqueva, onde, às 16:00, presidem, em pleno coroamento da barragem alentejana, à entrega do prémio internacional "Puente de Alcántara" ao aproveitamento hidroeléctrico do empreendimento.
O prémio, instituído pela Fundación San Benito de Alcántara (Cáceres, Espanha), destina-se a premiar as melhores obras públicas espanholas, portuguesas e ibero-americanas.
O júri do concurso, presidido pelo Infante D. Carlos de Borbón, decidiu atribuir o prémio ao aproveitamento hidroeléctrico de Alqueva por considerar tratar-se de uma obra que está "integrada harmonicamente na paisagem".
Por outro lado, destaca o júri, ao criar o maior lago artificial da Europa, Alqueva irá contribuir de forma decisiva para a melhoria socio-económica da região e para o desenvolvimento energético de Portugal.
O júri assinala ainda a contribuição do projecto para a recuperação do acervo arqueológico da região.
Alqueva recebeu o prémio juntamente com o aproveitamento hidroeléctrico de Carauchi, na Venezuela.
Além da entrega do prémio, a cerimónia de segunda-feira inclui a inauguração de um Memorial representativo de Alqueva, nas vertentes de projecto, obra, território e objectivos, e uma homenagem a todos os que tornaram possível a obra.
A entrega do prémio ao empreendimento português foi já hoje criticada pela Associação para a Defesa da Natureza da Estremadura (ADENEX), uma organização ambiental espanhola, por considerar que premeia uma obra que foi "um dos maiores ataques à conservação da natureza na Europa".

In Correio do Alentejo
publicado por SoniaGuerreiro às 10:30

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