13
Nov 07

O CANCRO

No mundo inteiro, milhões de pessoas vivem com o diagnóstico de cancro.

A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro é, inquestionavelmente, necessária. Cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento.

O QUE É O CANCRO?

O cancro é a proliferação anormal de células.

O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.

Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.

Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.

Os tumores benignos não são cancro:

  • Raramente põem a vida em risco;
  • Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem;
  • As células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).

Os tumores malignos são cancro:

  • Regra geral são mais graves que os tumores benignos;
  • Podem colocar a vida em risco;
  • Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer;
  • As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo (primitivo) e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original (tumor primário), formando novos tumores noutros órgãos.

O nome dado à maioria dos cancros provém do tumor inicial. Por exemplo, o cancro do pulmão tem início no pulmão e o cancro da mama tem início na mama. O linfoma é um cancro que tem início no sistema linfático e a leucemia tem início nas células brancas do sangue (leucócitos).

As células cancerígenas podem "viajar" para outros órgãos, através do sistema linfático ou da corrente sanguínea. Quando o cancro metastiza, o novo tumor tem o mesmo tipo de células anormais do tumor primário. Por exemplo, se o cancro da mama metastizar para os ossos, as células cancerígenas nos ossos serão células de cancro da mama; neste caso, estamos perante um cancro da mama metastizado, e não um tumor ósseo, devendo ser tratado como cancro da mama.

 

In Info Cancro - Tudo sobre cancro

publicado por SoniaGuerreiro às 16:22
tags: ,

18
Out 07

Chamam-lhe o inimigo das crianças. Vacina que o combate já está à venda em Portugal

Em que consiste?

A gastroentrite é uma inflamação do estômago e dos intestinos causada, na sua grande maioria, por rotavírus. A sua característica principal é a diarreia, que pode implicar desidratação grave, especialmente nas crianças (também pode ocorrer em adultos).

Os sintomas de gastroenterite por rotavírus são variáveis mas, para além da diarreia líquida (que pode durar entre cinco e nove dias), os vómitos, a febre, a falta de apetite e a dor abdominal também são habituais.

A gravidade da infecção varia entre a ausência de sintomas e a desidratação, que pode ser fatal.

Quem afecta?

A infecção por rotavírus é muito frequente (este agente é extremamente contagioso e resistente ao meio ambiente), pelo que praticamente todas as crianças, independentemente do estrato social, padecem dela em algum momento, mesmo em ambientes com boas condições sanitárias.

Tem uma grande repercussão sobretudo em crianças com menos de cinco anos, faixa etária em que se verificam, anualmente, quase 1 50 milhões de casos em todo o mundo, com quase 500 mil mortes.

Na União Europeia, estima-se que 3 ,6 milhões de crianças sofram, anualmente, de gastroentrite pediátrica, e cerca de 87.000 sejam hospitalizadas por esta causa.


A vacina que combate o rotavírus

  • O seu nome é RotaTeq (dos laboratórios Sanofi Pasteur MSD).

  • É uma vacina que se administra oralmente, com os cinco tipos de rotavírus mais habituais, responsáveis por mais de 90% das infecções por rotavírus na Europa.

  • Está disponível em Portugal desde Outubro de 2006.

  • Pode ser administrada a crianças desde os seis meses, idade a partir da qual começa a surgir o maior número de infecções.

  • Taxa de eficácia: 98% em gastroenterite pediátrica grave.

Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: Dr. Manuel Carmo Gomes (membro da Comissão Técnica de Vacinação e professor associado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

publicado por SoniaGuerreiro às 15:54

15
Out 07
Alguém me sabe explicar o porque desta vacina ser paga???
Têm ideia de quanto custa???
Eu nem queria acreditar quando li.

Noticia que saiu hoje no Correio de Manhã!!!!

"Para cancro no colo do útero
Nova vacina comercializada hoje

Começa a ser comercializada esta segunda-feira em Portugal, a segunda nova vacina contra o cancro no colo do útero. As três doses necessárias para esta vacina ser eficaz custam 433.23 euros.


Para prevenir o cancro no útero, provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV), Portugal tem já em comercialização, desde o início do ano, uma outra vacina, da responsabilidade da Sanofi Pasteur, que custa 481,35 euros.

Cada dose da nova vacina que começa hoje a ser comercializada pela Glaxo Smith Kline vai custar 144,41 euros.

Enquanto a vacina comercializada pela Sanofi Pasteur oferece protecção contra quatro tipos de vírus (6, 11, 16 e 18 do HPV), a vacina da Glaxo protege contra as estirpes 16 e 18 do mesmo vírus, responsáveis pela maioria dos casos de cancro do colo do útero."


Isto realmente é inacreditável!!!!
publicado por SoniaGuerreiro às 09:40

12
Out 07
O que é uma perturbação bipolar? A perturbação bipolar é, vulgarmente, designada como uma perturbação maníaco-depressiva. No sentido lato, trata-se de uma doença que se manifesta através de alterações opostas do estado de humor. Ou seja, a perturbação bipolar é uma complexa doença mental, caracterizada por diferentes estados de humor que alternam entre a euforia e a depressão, intervalando com períodos normais e de relativa estabilidade. Devido à sua imprevisível natureza, a perturbação bipolar tem um impacto significativo nos doentes e na vida dos seus familiares. Estima-se que entre 25% a 50% dos doentes com perturbação bipolar tentam o suicídio, sendo que em 10% a 20% as tentativas são bem sucedidas. Esta é uma das taxas mais elevadas no âmbito das perturbações do foro psiquiátrico.
Quem são os mais afectados pela perturbação bipolar?

A perturbação bipolar é uma doença crónica que afecta entre 1,3% e 1,6% da população mundial, sendo mulheres e homens igualmente afectados. Na maior parte dos casos, a doença é diagnosticada entre o grupo dos jovens adultos.



Quais as causas da perturbação bipolar?

Os doentes com perturbação bipolar aparentam falta de estabilidade na transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, tornando-se, por isso, mais vulneráveis ao stress emocional e psíquico.

Além do mais, experiências e vivências com stress e doenças do foro psíquico podem conduzir à perturbação bipolar, sendo que algumas pessoas consideram que certos eventos ou situações podem culminar numa situação de doença bipolar.

Os estudos sobre a doença parecem inclinar-se também para a possibilidade de existir uma componente genética na ocorrência da perturbação bipolar: um estudo revela que 13% das pessoas com perturbação podem tornar-se bipolares.



Como diagnosticar a doença bipolar?

70% das pessoas com perturbação bipolar são mal diagnosticadas. Por outro lado, há doentes que têm sintomas durante cerca de 10 anos até serem correctamente diagnosticados. Diagnosticar uma perturbação bipolar pode ser muito difícil por diversas razões. Ou porque muitas pessoas recusam procurar ajuda, deixando agravar os sintomas, ou porque muitos relatam um episódio único da doença sem considerar alterações de humor prévias.

Neste contexto, os doentes podem ser mal diagnosticados e ficarem sujeitos a tratamentos inadequados, o que pode resultar no agravamento dos sintomas e, consequentemente, noutras tantas alterações do humor.



O que é um episódio de mania? Quais os sintomas?

Mania é um período anormal e persistentemente elevado de um estado de humor expansivo ou irritável. É quase sempre acompanhado por uma percepção irreal das capacidades humanas, aumento da capacidade sexual, alucinações e abuso de álcool e drogas. É comum o doente com estes sintomas lidar com hospitalizações e problemas familiares e, em alguns casos, falências ou prisão. Eis alguns sintomas:
- Estado de euforia, optimismo exacerbado e auto-confiança;
- Decréscimo na necessidade de dormir sem sentimento de fadiga;
- Grandes desilusões, sentido inflaccionário da importância das coisas;
- Excessiva irritação, comportamento agressivo;
- Aumento das capacidades físicas e mentais;
- Discurso rápido, ideias irreflectidas, impulsividade;
- Raciocínio pobre, distracção;
-Comportamentos irreflectidos, tais como embriaguez, decisões de negócio desastrosas, condução imprudente e leviandade sexual;
- Nos casos mais graves, alucinações.



Quais são os sintomas de um episódio depressivo?

Existem vários sintomas:
- Prolongada tristeza ou inexplicáveis momentos de choro;
- Significantes mudanças nos padrões de apetite e padrões de sono;
- Irritabilidade, fúria, preocupação, agitação, ansiedade;
- Pessimismo, indiferença;
- Perda de energia, apatia persistente;
- Sentimento de culpa, demérito;
- Incapacidade de concentração, indecisão;
- Incapacidade de retirar prazer das actividades diárias;
- Inexplicáveis dores e sofrimento;
- Frequentes pensamentos sobre morte e suicídio.


Fonte: Pharmaedia
publicado por SoniaGuerreiro às 11:07
tags:

03
Out 07

O crescimento da criança depende de muitos factores.

Desde a alimentação até à estabilidade afectiva, tudo contribui para que ela tenha um crescimento mais ou menos saudável.

Como afirma o Dr. Carlos Vasconcelos, endocrinologista no Hospital Egas Moniz, «a nível mundial, os factores mais importantes são factores nutricionais». Mas não é só. «O crescimento de um indivíduo está correlacionado com a situação de bem-estar da própria pessoa.» Depois de reunidos todos estes factores, o que é facto é que a parte hormonal também tem grande importância no processo, principalmente a hormona do crescimento.

Havendo um déficit ou um excesso de produção desta hormona, as implicações no crescimento do indivíduo fazem-se imediatamente sentir. A importância da hormona varia consoante a etapa de crescimento em que a criança se encontra. Segundo Carlos Vasconcelos, estas etapas são três: a primeira, que acontece quando a criança nasce e há uma desaceleração do crescimento; uma segunda fase, que vai desde os dois anos de idade até ao início da puberdade, em que a hormona do crescimento desempenha um papel fundamental e, por último, a terceira fase, que ocorre durante a puberdade e em que o crescimento tanto depende da hormona do crescimento como das hormonas sexuais.

Já é possível manipular a dose de hormona do crescimento que uma criança tem. Se existir um excesso de produção destas hormonas verifica-se o gigantismo (quando o tamanho do corpo é considerado anormal para a idade) e tem de ser tratado. Esta situação é, no entanto, bastante rara. Se, pelo contrário, existe um déficit da produção dessa hormona, esse déficit tem de ser contrabalançado com hormonas fabricadas no exterior, de modo a evitar problemas de crescimento.

Dar hormonas a crianças que necessitam não é, porém, tão fácil como parece. Fabricadas artificialmente, têm um custo muito alto, o que faz com que a sua utilização seja extremamente restrita. Este facto levou já, inclusivamente, à criação de uma comissão com diversos especialistas incumbidos de decidir sobre a quem devem dar as hormonas, devidamente comparticipadas pelo Estado.


A responsabilidade editorial e científica desta informação é da JAS Farma, Comunicação.
In Sapo Saude
publicado por SoniaGuerreiro às 10:00
tags:

02
Out 07

Duas substâncias que a podem ajudar na luta contra o peso a mais: o ácido linoleico conjugado e o chá verde

Numa entrevista a Oprah Winfrey, Nicholas Perricone, um dos mais famosos dermatologistas do mundo, garantia a milhões de espectadores que o consumo regular de chá verde é uma ajuda preciosa para quem tem um conflito aberto com a balança.

Dizia então este especialista que se, em vez de café, passássemos a consumir chá verde, ao fim de um mês pesaríamos menos dois a três quilos.

A argumentação do dermatologista está fundamentada, não apenas na sua experiência clínica, mas também em diversos estudos científicos que, nos últimos tempos, (para além das propriedades antioxidantes deste chá, essenciais a nível cardiovascular) têm sublinhado o seu contributo para quem deseja redefinir a silhueta.

Nicholas Perricone não foi, no entanto, o único a ser seduzido por esta bebida. Na verdade, o chá verde já se tornou um trunfo da indústria farmacêutica, tendo sido lançados no mercado produtos que conciliam as propriedades do seu extracto com o ácido linoleico conjugado, outra substância dita à prova de gordura.

TERAPIA DO CHÁ

Recentemente, uma equipa de investigadores da Universidade japonesa de Tohuku, após analisar mais de 40 mil pessoas durante 11 anos, chegou à conclusão que o consumo de chá verde (pelo menos cinco chávenas por dia) diminuía em cerca de 26 por cento o risco de morte por doença cardiovascular.

E sabe quem era especialmente beneficiado pela acção desta bebida? O sexo feminino!

Outras investigações alargam o leque de benefícios deste tipo de chá em patologias como o cancro ou doenças do foro ósseo e associam-no à redefinição da composição corporal.

Uma pesquisa suíça destaca o potencial terapêutico do chá verde ao nível da obesidade, assim como um estudo divulgado pelo American Journal of Clinical Nutrition constatou que o seu extracto não só estimula a eliminação de gordura como os gastos de energia que ocorrem graças ao processo de digestão, absorção e metabolização dos alimentos.

Uma dupla acção que, na prática, se traduz depois na redução de peso.

 

In Sapo Saude

publicado por SoniaGuerreiro às 10:35
tags:

Sondagem realizada a duas mil mulheres no Reino Unido

Uma sondagem realizada a cerca de duas mil mulheres, no Reino Unido, conclui que o cansaço frequente acompanha 85 por cento das inquiridas com idade média de 35 anos. Diz ainda a pesquisa que este estado de cansaço é permanente em 59 por cento das mulheres.

O estudo, encomendado pela revista “Top Sante” e divulgado pela BBC, aponta o ritmo diário moderno como a causa desse mal estar. A conciliação do afazeres domésticos, educação dos filhos e a ambição profissional estão a fazer com que as mulheres entre os 30 e 40 anos atravessem a «década mais difícil das suas vidas», sugere o estudo.

A análise salienta ainda a alimentação precária e as poucas horas de sono como factores potenciadores do cansaço permanente. Cerca de 75 por cento diz “ter sorte” quando consegue dormir seis horas por noite, enquanto 40 por cento admite dormir sempre menos do que isso.

Quanto ao regime alimentar, 78 por cento das inquiridas confessa não ter tempo para se alimentar de forma adequada, optando pela comida rápida. Das duas mil mulheres consultadas, 56 por cento encontra-se com excesso de peso. Apenas oito por cento admite tomar o pequeno almoço e 81 por cento refere mau humor e falta de concentração durante o dia.

A sondagem demonstrou, no entanto, que as mulheres estão conscientes do mal que estão a fazer a si próprias. Para 92 por cento, dormir mal está a afectar o seu sistema imunológico, 82 por cento diz que sente stress e 65 por cento diz que faz uma dieta desregulada.

In Sapo Saude
Sónia Santos Dias

publicado por SoniaGuerreiro às 10:27
tags:

18
Set 07
A solução para começar bem o dia.
Embora todas as refeições sejam importantes, o pequeno-almoço desempenha um papel fundamental.

A ordem de cada uma das refeições origina a correcta conduta alimentar: comer o que se deve, na hora adequada e sem acumular fome.

Para consegui-lo, é preciso realizar entre quatro a cinco refeições diárias, dedicando a cada uma o tempo suficiente.

Ao mesmo tempo, é preciso comer sentado e, na medida do possível, que a família se reuna em redor da mesa para compartilhar esse momento.

Mas entre todas, o pequeno-almoço é uma refeição fundamental: não somente põe fim ao prolongado jejum nocturno, como além disso proporciona ao organismo a energia necessária para enfrentar as actividades quotidianas.

A distribuição dos alimentos ao longo do dia

À noite, quando uma pessoa se vai deitar, as necessidades energéticas são somente básicas: para a respiração, a circulação, etc. Por isso, a solicitação de energia é significativamente menor.

Da mesma maneira, certas hormonas que regulam a atenção e a conduta diminuem durante o descanso e voltam a incrementar-se ao despertar, para nos prepararmos biologicamente para as horas mais activas e produtivas.

Para poder efectuar eficazmente as actividades quotidianas, o corpo necessita de receber a maior quantidade de nutrientes e energia durante o dia. E o pequeno-almoço deve satisfazer cerca de 25% destas exigências.

Uma reparte equitativo

Do ponto de vista biológico, tanto o pequeno-almoço, como o almoço, o lanche e o jantar deveriam incluir uma adequada proporção de nutrientes e a mesma quantidade de calorias: 25 por cento do total diário.

No entanto, a realidade mostra que no nosso país, por uma questão de hábitos, culturas e padrões alimentares, o almoço e o jantar são sempre mais elaborados e abundantes, enquanto que o pequeno-almoço apenas chega a satisfazer menos de 10 por cento das necessidades diárias.

Embora cada uma das refeições principais deva conter os nutrientes que o organismo precisa para enfrentar um jejum de três ou quatro horas, até à próxima refeição, no caso do pequeno-almoço isto torna-se imprescindível.

Não só porque é a primeira fonte de energia depois de um jejum prolongado que nas crianças pode ser de até 10 horas como também porque regula o resto das refeições.

De maneira que, se não se toma um pequeno-almoço adequado ou não se toma, será muito difícil satisfazer as necessidades nutritivas e calóricas diárias.

É fundamental que pela manhã a criança ingira cerca de 25 por cento do total diário de calorias. O pequeno-almoço deve fornecer-lhe nunca menos de 15 por cento; e os outros 10 por cento podem incorporá-los a meio da manhã no colégio ou na escola.

Os 75 por cento restantes para satisfazer as necessidades diárias serão repartidos entre o almoço, o lanche e o jantar.

Saltar o pequeno-almoço, um grave erro

Muitas pessoas não costumam tomar o pequeno-almoço e julgam que evitar uma refeição é uma boa forma de emagrecer. Nada mais errado.

Como mencionámos, o pequeno-almoço regula o resto das refeições diárias. Se se falha, chegará à hora do almoço com muito mais apetite, e em consequência disso será uma refeição com muito mais densidade calórica.

E não se trata somente de calorias: a qualidade dos nutrientes que se incorporam através do pequeno-almoço também é determinante.

Por exemplo: se for pobre em proteínas e muito rico em hidratos de carbono, no almoço o corpo "pedirá" mais proteínas (ou vice-versa), procurando compensar o deficit.

O pequeno-almoço deve respeitar o equilíbrio geral e incluir uma adequada proporção de proteínas, hidratos de carbono, gorduras e micro nutrientes, uma vez que de outra forma será muito difícil compensar as carências nas refeições seguintes.

Como exemplo: para satisfazer a necessidade de cálcio, a criança deve beber meio litro de leite ou iogurte por dia, dividido entre o pequeno-almoço e o lanche. Se saltar o pequeno-almoço, é pouco provável que possa beber meio litro de leite à tarde.

O pequeno-almoço ideal

A fim de satisfazer a necessidade de cálcio que na infância é muito elevada e difícil de satisfazer o pequeno-almoço deve conter um produto láctico: leite ou iogurte (um copo), preferencialmente enriquecidos com ferro, ou um leite probiótico, recomendado devido à sua função protectora do tracto intestinal.

Além disso, hidratos de carbono, de preferência completos: pão integral ou branco, bolachas integrais ou de água e sal, que possam acompanhar-se com manteiga ou compota, ou com uma fatia de queijo.

Convém juntar também cereais, sumos e fruta, que fornecem vitaminas e minerais. Com respeito aos sumos, muitas mamãs têm a ideia errada de que incorporando-os ao pequeno-almoço, juntamente com o leite e o iogurte, pode provocar diarreia.

No entanto, os lacticínios e os sumos convivem perfeitamente. E mais, os sumos de citrinos contêm vitamina C, que ajuda a absorver o ferro, tão necessário na infância.

Os cereais, por sua parte, são ideais para a hora do pequeno-almoço, dado que contêm hidratos de carbono completos, fibras, e uma escassa proporção de hidratos de carbono refinados e gorduras.

Um hábito saudável

Assim como um automóvel necessita de combustível para andar, o cérebro precisa de nutrientes e hidratos de carbono para funcionar.

Muitos estudos científicos demonstraram que a capacidade de atenção e concentração é menor nas pessoas que não têm o hábito de tomar o pequeno-almoço.

E nas crianças, inclusivamente nos adolescentes, o rendimento escolar é inferior. No entanto, muitas crianças saem de casa sem tomar o pequeno-almoço ou não o fazem correctamente.

Neste caso, é necessário que levem para a escola os alimentos apropriados: uma embalagem de leite ou de sumo natural, ou uma peça de fruta, além de uma barra de cereais ou algumas bolachas, para satisfazer a exigência de energia sem necessidade de recorrer às guloseimas que se vendem nos quiosques.

Deve recordar-se que as guloseimas jamais devem substituir uma refeição, porque só fornecem calorias "vazias": carecem dos nutrientes necessários e incorporam substâncias que, em excesso, podem resultar prejudiciais.

O pequeno-almoço é um hábito, e como tal, deve ser aprendido. Mas é necessário incutir-lho desde os primeiros anos de vida, não como uma obrigação, mas como um momento para desfrutar tranquilamente, antes de iniciar as actividades diárias.

O pequeno-almoço das crianças deve incluir:

  • Lacticínios: leite ou iogurte preferencialmente fortificados, ou leite probiótico
  • Hidratos de carbono: pão ou bolachas, integrais ou brancos
  • Manteiga ou queijo
  • Compotas
  • Frutas
  • Sumos
  • Cereais
In Sapo Saúde
publicado por SoniaGuerreiro às 22:42
tags:

14
Ago 07
Nós usamos a nossa voz desde o momento em que nascemos. E a maioria das pessoas usa-a durante toda a sua vida sem quaisquer problemas. No entanto, nem sempre é assim.

A maneira como usamos o nosso aparelho vocal é determinante para a sua saúde. Um bom uso da respiração e a voz devidamente colocada podem evitar muitos aborrecimentos.

Há profissões em que a incidência de disfonia e nódulos nas cordas vocais é maior por exigirem um uso muito mais intenso da voz. É o caso de professores, educadoras, advogados e todos os que diariamente têm que falar para grupos de pessoas ou em ambientes ruidosos.

Actualmente, verifica-se também um grande aumento de disfonias, muitas vezes com nódulos nas cordas vocais, em crianças, mesmo desde o infantário.

Isto tem a ver com a alteração, nestes últimos anos, da maneira como usam a voz, principalmente durante os momentos de brincadeira.

Muitas crianças passam o tempo de recreio a gritar – toda a situação de jogo se desenrola no meio de muito barulho.

O que, para além de não ser nada saudável para os ouvidos, é uma agressão tremenda para o aparelho vocal que, no caso das crianças, ainda está em desenvolvimento. Muitas vezes acabam mesmo por formar nódulos.

É, sem dúvida, um enorme investimento na saúde e bem-estar das crianças, os adultos que habitualmente estão com elas (pais, avós, educadores) as ensinarem a não gritar, seja enquanto brincam, seja quando falam.

É possível corrigir a voz de uma criança e eliminar os nódulos, mas é extremamente difícil alterar os seus hábitos vocais.

Por isso, quando este processo se prolonga muito sem se fazer uma reeducação vocal, pode acontecer, mesmo depois de eliminar os nódulos através da terapia da fala, eles voltarem, mais tarde, a formar-se.

In Saude Sapo 
publicado por SoniaGuerreiro às 10:00
tags:

08
Ago 07
O Leite: Alimento universal

Produzido por todos os mamíferos para alimento das suas crias, o leite surge como o primeiro alimento para o Homem, indispensável para a vida e para um crescimento equilibrado. Este é um dos mais completos alimentos. O leite inteiro de vaca contém gorduras, açúcar, proteínas, vitaminas A, B1, B2, potássio, cálcio, fósforo.
Por definição diz-se do leite que é:


“O produto integro da ordenha total e sem interrupção, de uma fêmea leiteira sadia, bem alimentada, descansada, devendo ser ordenhado e acondicionado em condições higiénicas e sem conter colostro”



Normalmente quando se refere o leite pensamos imediatamente no mais comum, o de vaca. Há, Contudo, muitos tipos de leite, desde o de cabra ao de burra, com sabores levemente diferentes, de acordo com a composição.
Do leite resultam alguns dos mais saborosos e universais alimentos, caso da manteiga, do queijo, do iogurte e das natas.


O Mundo do Leite:

COMPOSIÇÃO DO LEITE:

O leite de vaca, em boas condições tem, em diferentes proporções, os seguintes componentes: água, gordura, proteína, lactose, sais minerais, vitaminas. Vejamos, com algum pormenor, cada um destes componentes

Água: componente principal do leite, onde se encontram dissolvidos, suspensos ou emulsionados todos os outros componentes. A água comum é igual à água do leite.

Gordura: este componente confere ao leite a sua cor levemente amarelada. A gordura do leite apresenta-se em minúsculos glóbulos bem distribuídos. Para se ter uma ideia da sua ínfima dimensão basta dizer que 1 milímetro cúbico de leite contem 1 a 5 milhões de glóbulos. Estes glóbulos encontram-se cobertos por uma membrana protectora. Quando o leite é batido, a membrana rompe-se, resultando dai a união destes glóbulos e, desta forma, a manteiga.

Proteínas: Conferem ao leite a cor esbranquiçada opaca. Os “ingredientes “ das proteínas do leite são a:
- Caseína
- Albumina
- Globulina

Lactose: Este componente é o açúcar do leite.

Sais minerais: Entre eles o fosfato, citratos, carbonato de sódio, cálcio, potássio e magnésio.

Vitaminas: No leite encontram-se as seguintes vitaminas:
Vitamina A (abundante no leite, associada à gordura)
Vitamina B1(em proporções variáveis)
Vitamina B2
Vitamina B4
Vitaminas B6 e B12 Vitamina C (o leite constitui a fonte mais rica de vitamina C de origem animal).

Saber reconhecer um bom leite:
O leite em boas condições deve apresentar-se líquido, homogéneo, bem misturado, limpo, isto é, sem substâncias estranhas. A cor deve ser branca, embora um pouco amarelada, o odor suave, levemente ácido. O sabor deve ser adocicado e agradável.


Leite e Saúde


Se a importância da ingestão de leite materno na primeira infância é matéria que não suscita grande polémica, mais não fosse pela nossa natural condição de mamíferos, já a ingestão de leite de vaca (ou outros) na idade adulta é assunto para poucos consensos. Mitos e superstições à parte, tanto os defensores como os detractores do leite buscam na ciência apoio para as suas posições.

É comum, entre os benefícios para a saúde propiciados pelo leite, referir a sua importância na prevenção da Osteoporose, sendo frequentes as campanhas nos meios de informação incidirem sobre a prevenção desta grave doença. O consumo de leite é, então, estimulado.

Entre os benefícios apontados com o consumo deste alimento que acompanha o homem desde a aurora da civilização, estão a boa formação dos ossos, músculos e dentição. Diz-se, ainda, que funciona como um regulador do sistema nervoso, aumenta a resistência às doenças infecciosas, desperta o apetite, facilita a digestão.

Na infância o leite é apontado como uma fonte de proteínas e cálcio e, no envelhecimento, como repositor do cálcio perdido.

O leite é um alimento rico em proteínas, principalmente a caseína e em carboidratos. O principal carboidrato do leite é a lactose, substancia à qual certos indivíduos são intolerantes.

  Entre os sais minerais presentes no leite estão o potássio, magnésio, fósforo, cloro, ferro e cobre. Os minerais são importantes para o organismo, dado que regulam o funcionamento de muitas enzimas, mantém as soluções do corpo em equilíbrio e facilitam a captação de muitos nutrientes pelas células.

No que se refere às vitaminais presentes no leite as principais são as vitaminas solúveis em gordura (ou lipossolúveis) A e D. A vitamina A possui influência na visão, crescimento e desenvolvimento ósseo enquanto que a vitamina D prende-se com o sistema de defesa, secreção de insulina e na reprodução.

Convém sublinhar que existem algumas patologias onde se aconselha a moderação de leite e dos seus derivados.

Tipos de Leite

Basta uma ida ao supermercado para, de imediato, percebermos a enorme variedade de leite actualmente ao alcance do consumidor: Com ômega, com fibras, desnatado, enriquecido com ferro, vitaminado, entre muitos outros, diversificam as opções.

Leite semidesnatado

Leite Desnatado

Leite adicionado de ômega 3

Leite vitaminado

Leite enriquecido com ferro

Leite adicionado de cálcio

Leite com fibras

Leite fermentado

Algumas perguntas frequentes sobre o leite

O leite engorda?
A matéria gorda do leite pode engordar, todavia os leites desnatados ou semidesnatados reduzem a ingestão energética mantendo todo o seu interesse nutritivo.

A película que se forma à superfície do leite quando este está a ser aquecido deve adicionar-se a uma preparação culinária?
A película é a proteína do leite, coagulada pela acção do calor. A sua presença não é desejável porque confere aos pratos, em que é utilizada, uma textura grumosa e um ligeiro sabor a queimado.

Quando e de que maneira se deve escaldar o leite antes de o utilizar numa receita?
Escaldar o leite significa que se vai aquecê-lo até uma temperatura imediatamente abaixo do seu ponto de ebulição, isto é, logo que levante fervura.
Esta operação tem a finalidade de matar os microrganismos patogénicos e destruir determinados enzimas que impedem a acção dos agentes emulsionantes. No leite pasteurizado estes dois objectivos já foram cumpridos pelo que, escaldar, justifica-se no leite que não é pasteurizado.

O que posso fazer para que o leite não se agarre às paredes do fervedor?
Pode-se evitar aquecendo-o a uma temperatura não muito elevada, não o aquecendo por muito tempo, mexer com alguma frequência ou, aquecê-lo num tacho com fundo grosso.
O que faz o leite agarrar-se às paredes do fervedor é a proteína e a lactose nele contidas A cor escura e o cheiro a queimado advêm da caramelização da lactose.


EU ADORO LEITE!
publicado por SoniaGuerreiro às 11:32
tags:

Março 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
26
27

28
29
30
31


subscrever feeds
Email
ainosccguerreiro@sapo.pt
mais sobre mim
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO